O show não pode parar!
 
Belo Horizonte apresenta, a cada novo ano, um diversificado mosaico de eventos culturais — como a realização arrebatadores espetáculos de música, teatro e dança nas praças, ruas e parques —, aposta em novos projetos e dá sequência a atrações já bem sucedidas.
 

Reportagem Rúbia Piancastelli
 
Foi-se o tempo em que Belo Horizonte era conhecida exclusivamente por seus milhares de bares espalhados pelas esquinas. Sim, a capital mineira mantém com orgulho esse posto, mas assume, ano pós ano, novos panoramas culturais, diversificando as ofertas de shows, festivais, apresentações, experimentos, espetáculos teatrais e outras formas de mostrar as tradições e a multiplicidade de olhares da cidade e do mundo. Por isso, chega de falar que nada acontece em BH!

Entre julho e dezembro de 2009, foram mais de 500 atrações em BH, sem contar os eventos voltados exclusivamente para o mundo dos negócios, dos esportes, de setores da indústria ou ainda de centros acadêmicos. Isso considerando que tais dados, registrados e divulgados pela Belotur, não atingem todo o universo de atividades culturais realizadas na capital.

Há iniciativas que não entram no balanço da entidade, mas que são igualmente importantes e reconhecidas. “Nossa função é apoiar eventos culturais, especialmente aqueles que tenham caráter gratuito para a população. Só no segundo semestre foram cerca de 280 trabalhos apoiados. Mas há muitos outros por aí. De forma geral, o objetivo principal da Belotur é atrair turistas para a capital e, para isso, nosso povo precisa estar feliz com sua cidade”, afirma Arthur Viana, diretor de Eventos da Belotur.

As principais realizações da Belotur são o carnaval Samba Belô e a festa junina Arraial de Belô. O primeiro, que acontece no mês de fevereiro, tem toda uma preparação desde o final do ano anterior. Para se ter uma ideia, somente em 2009, a Prefeitura investiu mais de R$ 1 milhão em toda infraestrutura, apoio a bailes regionais — são mais de nove regionais em BH — e outros detalhes do evento. O público participante superou o do ano anterior, 2008, com cerca de 289 mil pessoas (em fevereiro de 2008 foram cerca de 266 mil). Em janeiro é escolhida a Corte Real Momesca, e no mês seguinte são realizados os concursos e o esperado desfile das Escolas de Samba e dos Blocos Caricatos. Vários eventos paralelos acontecem em espaços diferentes da cidade. Um exemplo é o Carnaviola, na Praça da Liberdade, que reuniu grande público admirador das modas de viola caipira. Além da diversão, o intercâmbio entre a cultura do interior e da capital tornam a atividade ainda mais valiosa.


Arraial de Belô

Já nos meses de junho e julho é realizado o Arraiá de Belô — em 2009 foi aconteceu a 31ª edição. A festa é tradicional e também vem crescendo a cada ano. Participaram cerca de 60 grupos de quadrilha e mais de três mil integrantes das escolas e regionais, todos empenhados em mostrar o melhor da manifestação cultural. Mais de 70 mil pessoas assistiram aos dois dias de uma das maiores festas em termos de valores e tradições das comunidades mineiras. Além da disputa das quadrilhas, shows de expressão nacional e comidas e bebidas típicas ocuparam cada metro quadrado da recém-restaurada Praça da Estação. Um detalhe importante é que, além do recorde de público, foram arrecadados mais de 40 toneladas de alimentos não perecíveis — o ingresso para a folia. Todo o volume foi para a AMAS, uma ação beneficente que faz a diferença para milhares de pessoas durante o resto do ano.


Novatos na praça

Enquanto eventos tradicionais completam trinta anos de praça, outros ainda trilham seus caminhos. Em 2009, foram vários os eventos estreantes no cenário montanhesco da cidade. A começar pelo 1º Festival de Teatro Musical Belo Horizonte, realizado de 02/07 a 02/08, no Instituto Metodista Izabela Hendrix. Outra novidade na cena teatral foi o I Festival Internacional de Teatro de Objetos — FITO 2009. Aconteceram oficinas, espetáculos, mostras e shows que deram “alma” aos objetos inicialmente inanimados — tudo isso em três dias de evento (24 a 27/09) no grande espaço da Serraria Souza Pinto.

Entre os dias 20 de julho e 9 de agosto, o Centro de Informação e Experimentação da Arte – CEIA promoveu segunda edição da Manifestação Internacional de Performance — MIP2. Na ocasião, o MIP registrou o encontro da performance com outras linguagens artísticas como a dança, o teatro, a música e o vídeo. Artistas de diversas partes do Brasil e do exterior estiveram em Belo Horizonte. Eles discutiram e vivenciaram as várias possibilidades da performance em suas mais variadas vertentes.

Os eventos aconteceram no Espaço 104 e em lugares como o Parque Municipal, a Funarte MG e Teatro Alterosa.

O público contou ainda com o I Festival de Performance de Belo Horizonte , de 17 a 23/08 no Galpão Cine Horto; e com direito a muitas gargalhadas, a 1ª Mostra Brasileira de Stand-Up Comedy. A promoção foi do Teatro Alterosa, no período de 21 a 23/08.

Na área das artes, o 1° BH Humor — Salão Internacional de Humor Gráfico de Belo Horizonte promoveu um Concurso Internacional de Cartuns e Caricaturas. A sede do evento — que aconteceu de 10/09 a 18/10 — foi a Casa do Baile, uma atração por si só. Já o 1º Encontro Internacional de Arte Cerâmica de Minas Gerais foi obra da Escola Guignard da UEMG, em 22/09.


Estrelas da festa

Enquanto os novatos fizeram bonito, os consolidados eventos surpreenderam mais uma vez. O FIT — Festival Internacional de Teatro, é o maior em número de espetáculos, desde a criação do evento, há nove anos. Promovido pela Prefeitura de BH, por meio da Fundação Municipal de Cultura, em parceria com a Associação dos Amigos da Fundação de Educação Artística-Flama e vários patrocinadores, o evento aconteceu de 26/06 a 06/07. Foram cerca de 35 espetáculos, 18 de palco e nove em espaços alternativos. Uma das grandes atrações são as atividades na rua, as intervenções e as opções itinerantes, como o teatro de bonecos em sacadas de edifícios do centro da cidade.

Sobre o evento e as atividades relacionadas ao teatro, a atriz Fernanda Aguilar (Prêmio Usiminas Sinparc de Artes Cênicas de melhor atriz coadjuvante na peça "Desventuras de um descasado") afirma: “A quantidade de eventos culturais em BH aumentou e diversificou. No teatro, por exemplo, temos o FIT, FETO, Campanha de Popularização, Verão Arte Contemporânea, e outros. Todos são eventos maravilhosos, que geram uma mobilização em torno do teatro e da dança e que consegue atingir o público e democratizar, de certa forma, o acesso à cultura.”


Valorização da cultura

Eduardo Moreira, ator e membro fundador do Grupo Galpão, destaca a programação do Festival de Teatro de Bonecos, de Circo e o FIT. “Belo Horizonte tem hoje os festivais que incrementam a programação da cidade ao longo do ano. Isso mudou para melhor”, afirma. O ator ainda espera ver, no dia-a-dia da cidade, uma maior valorização da cultura e a proliferação de espaços teatrais: “Toda a vez que me deparo com o antigo cine Pathé transformado em estacionamento, fico desapontado com a desvalorização das artes.”

Do teatro para a dança, um passo. O FID — Fórum Internacional de Dança —chegou ao seu 13º ano em 2009. O tema da vez foi “Etitude” (ética + atitude). O destaque foram as ações do programa FID Circulando Grande BH, que levaram conhecimento, cultura e dança para comunidades fora do eixo das grandes casas de espetáculos e chegou a lugares como os Centros Culturais Jardim Guanabara e Vila Santa Rita.

Nas telinhas, o Indie 2009 — Mostra de Cinema Mundial, fez bonito nas salas do Usina Unibanco de Cinema (hoje fechado), do prestigiado Cine Humberto Mauro e outros. Entre os dias 03 e 10/09, filmes nacionais e internacionais de longa e média-metragem foram exibidos, proporcionando ao público e profissionais da área uma reflexão sobre os temas tratados e a própria produção fílmica. Outro destaque é o Forumdoc.BH — 12º Festival do Filme Documentário e Etnográfico, que aconteceu de 10 a 29/11.

Participante do Forumdoc.BH, o músico Luiz Gabriel Lopes, do grupo mineiro Graveola e o Lixo Polifônico, elogia o festival e conta que teve a oportunidade de atuar como profissional da música nesse evento por mais de três vezes. “Essa integração das artes é sempre muito interessante!”. Para Luiz Gabriel, os destaques dentre os festivais de música foram o Garimpo e o Outrock —especialmente pela oportunidade de apresentações em espaços abertos. O Graveola é figura carimbada nos festivais da cidade, já tem seu CD autoral e conta com uma boa parceria com o coletivo audiovisual Árvore, responsável pelas projeções nos shows..


Uma pausa para a música

Falando nela, que move multidões, a música esteve circulando com grande intensidade pelas ondas de BH. Estão na agenda da cidade o Belo Horizonte Music Station, ideia incrível que leva diversidade sonora para as estações de metrô da cidade; O Festival Conexão Vivo, que, em sua 8ª edição, aconteceu no Parque Municipal; o Festival Lixo e Cidadania (8ª edição em 2009), produzido pela Asmare — Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis de Belo Horizonte; e o Eletronika — Festival de Novas Tendências Musicais — que se destaca pelo som e por concertos audiovisuais, arte digital, instalações e exposições na Praça da Estação.

Frequentador assíduo do Eletronika, o designer e DJ Artur Miglio considera essa uma oportunidade de “assistir ao vivo o que anda acontecendo musicalmente fora de Belo Horizonte e do Brasil.” Para ele, é notável o aumento do número dos eventos culturais, devendo ser melhorada a qualidade do serviço, principalmente no que toca à divulgação. “Talvez seja por isso que os produtores sistematicamente reclamam da falta de público”, reflete.

O BH Music Station de 2009 aconteceu nos dias 19 e 26 de setembro e 3 de outubro. As estações do metrô do Minas Shopping, de Santa Inês e do Vilarinho foram palcos para shows de artistas como Mart’nália e Zeca Baleiro e bandas como Cordel do Fogo Encantado, Vanguart e Orquestra Imperial. Já os vagões dos trens foram cenários para performances de artistas de variados segmentos como música, circo, dança e poesia.

O outro evento consagrado pelo público, o Conexão Vivo reuniu nomes importantes da música brasileira e bandas selecionadas por um edital de música, escolhidas por um júri e por votação popular. Destaque para as apresentações do pernambucano Otto, da banda mineira Porcas Borboletas que tocou com Arrigo e Paulo Barnabé, além do também mineiro Makely Ka que convidou o capixaba Alexandre Lima

Projetos para o ano inteiro

Três projetos brilhantes que duram o ano inteiro são de organização da Veredas Produções, produtora pioneira na cena musical belorizontina. O “Música no Museu” existe desde o ano 2000 e leva atrações para o Museu de Arte na Pampulha (MAP) uma quarta-feira por mês. Esse ano foram 11 atrações, com um público de 2.200 pessoas. Já o “Domingo no Museu”, também no MAP, acontece sempre no primeiro domingo do mês, sucesso desde 2003 (só em 2009 foram 16 apresentações e 3.800 espectadores). Por último, o projeto “BH Instrumental”, com o recorde de seis mil pessoas. O evento é realizado nas praças da cidade e no Palácio das Artes, arrastando multidões com gostos variados para atrações de altíssima qualidade. Os ingressos gratuitos ou a preços módicos, proporcionados especialmente pelo bom uso das Leis de Incentivo e alguns patrocínios, dão direito a excelentes apresentações como de Gabriel Grossi, Weber Lopes, Toninho Ferragutti, Dudu Lima, Paulo Freire, Cleber Alves, Nenê, Guinga, Tulio Mourão, Nonato Luiz, Badi Assad e muitos outros.

Rose Pidner, produtora à frente da Veredas, trouxe para a cidade pela primeira vez grandes nomes como John Anderson, Paquito D´Rivera, Mike Stern, Gilson Peranzzetta, César Camargo Mariano, Romero Lubambo e abriu espaço para grandes músicos. A aposta é que o mercado ainda tem muito a crescer. “Essa construção de um espaço e de público para a música vem sendo trabalhada desde 1993, com o início das Leis de Incentivo. Esse foi um grande avanço. Hoje a lacuna está na falta de maior apoio dos órgãos públicos, para liberação de mais verba para a cultura — ao menos 1%, comparados ao 0,03% atuais”, afirma Rose. Ao citar um exemplo de avanço da música na cidade, a produtora destaca a criação do Programa Música Minas por meio do Fórum da Música de Minas Gerais, que pretende promover discussões entre os diversos atores sociais e a exportação dos talentos mineiros.

Capital do Jazz

Mas as maiores repercussões musicais de 2009 foram dedicadas aos três grandes eventos de jazz. O Jazz Festival Brasil, realizado de 27 a 30/08, tomou conta do Grande Teatro do Palácio das Artes. Uma multidão correu para curtir atrações nacionais e internacionais de renome, como Judy Carmichael. Já o tradicional Savassi Festival Jazz & Lounge levou, em 2009, mais uma multidão para o coração cultural da cidade. Nos dias 03 a 07/09, as calçadas e o miolo da Rua Antônio de Albuquerque, além das casas Café com Letras, Vinnil Cultura Bar, Mezanino da Travessa, Status Café, Marquês Bar Cultural e Cadé do Sol foram tomadas por um público de cerca de 27 mil pessoas. Todos para ver e ouvir alguns dos mais representativos nomes da música instrumental mineira e de grandes músicos nacionais e internacionais de jazz. Para fechar com chave de ouro, o I Love Jazz — Festival Internacional de Jazz, que homenageou a diva Billie Holiday, agradou a todos com suas apresentações gratuitas dentro e fora do Palácio das Artes. A Praça do Papa ficou abarrotada, mesmo sob o friozinho do inverno, lotando as cadeiras em poucos minutos, com grande disputa também para os espaços em pé durante dez dias de atrações com músicos de diferentes nacionalidades. Aconteceu de 17 a 27/09 e trouxe nomes como a mais badalada do jazz atual, a cantora canadense Madaleine Peyroux, que fez dobradinha com a brasuca Mart’nália, mais o grande elenco estrelado por Ron Carter e Bucky Pizzarelli.

Arte, comunicação e informação

Outros destaques foram os eventos que compuseram parte da programação Ano da França do Brasil, coordenado em várias cidades do país e surtindo grande efeito na alavancagem das interdisciplinaridades inerentes à cultura nacional e internacional. Em BH, o SIANA 2009 — Semana Internacional de Artes Digitais e Alternativas — agitou o Palácio das Artes, Conservatório UFMG e Museu Oi Futuro entre os dias 31/06 e 12/07. Foram exploradas as misturas entre arte e as tecnologias da informação e da comunicação.

Alguns eventos já tradicionais como o Festival Internacional de Quadrinhos (FIQ, em seu 6º ano, reunindo o acervo multimídia relacionado à linguagem de quadrinhos), Festa da Música (em seu 3º ano, com 64 shows em 10 dias, todos gratuitos), Festival de Arte Negra (FAN, o maior evento nacional dedicado à arte e à cultura negra), Seminário Internacional Audiovisual Imagem dos Povos e Animará — Festival Internacional de Animação — tiveram as edições do ano com pitadas especiais da aura Brasil-França.

Respeitável público

Para um público tão diversificado, de camadas sociais diferenciadas e com gostos distintos, BH reserva sim uma grande gama de atividades culturais — além de todas outras já mencionadas acima. Vale a pena ressaltar algumas delas, pois todas não caberiam no espaço de poucas páginas.

O projeto Quatro Cantos — Coral na Praça, valorizou o canto coram em Minas Gerais, levado de julho a agosto, para o Coreto da Praça da Liberdade, a música de grupos infantis e adultos. Já o Circuito de Dança e Música no Parque, mais especificamente no Parque Municipal — coração verde do centro — promoveu a garantia dos direitos a cultura e ao lazer associado à necessidade de apropriação de espaços públicos de BH. Outra iniciativa parecida foi o Cooperativismo e Arte nos Parques de BH, de julho a outubro no Parque JK.

Tradição e alternativos

Para os amantes das letras, o 5º Belô Poético — Encontro Nacional de Poesia — foi grande atração, no LACES/JK - Liceu de Artes, Cultura, Esporte e Saúde, no centro da cidade. E para os seresteiros, não faltou o espírito e a tradição da seresta do interior de Minas — só que no Parque das Mangabeiras.

Outra tradição que tem seu lugar no coração dos mineiros é o Festejo do Tambor Mineiro, apresentado em sua 7ª edição. Responsável pela iniciativa, a Associação Cultural Tambor Mineiro, no bairro Prado, reúne guardas de congado e grupos de percussão de todo o Estado. A festa foi ao ar livre e o público pode conferir exposição de livros, fotos, artesanatos e penteados afros, além de uma praça de alimentação com comidas típicas. De quinze em quinze dias, as quartas do 2º semestre de 2009 reservaram as atrações da Quarta Cultural, na Praça da Estação. Bandas mineiras como o Djambê do Cerrado, além de outras representantes de vários estilos, apresentaram uma hora de boa sonoridade. E de graça!

Um exemplo de programa alternativo, com público mais restrito e muito bem vindo, foi a Flutuar Orquestra de Flautas. A atividade aconteceu no Parque Ecológico Renato Azeredo, no bairro Palmares, e o repertório teve como fonte inspiradora a própria cidade. Dentre as músicas que apresentavam ligação com algum aspecto da cidade, destacaram-se algumas composições de mineiros como Flávio Venturini, Flávio Henrique, Kristoff Silva e Oiliam Lanna.

Aos domingos, os recintos pertencentes à Fundação de Parques Municipais sediaram a apresentação “Domingo no Parque — Teatro de Bonecos”. O espetáculo do Circo de Bonecos percorreu parques como o Lagoa do Nado, utilizando como infra-estrutura o caminhão palco Família Silva. A apresentação foi através da Lei Municipal de Incentivo à Cultura de Belo Horizonte.

As comunidades da periferia também tiveram vez no 2º Festival Favela É Isso Aí — Imagens da Cultura Popular. De 09 a 12/12 o Usina Unibanco de Cinema e outras mostras itinerantes exibiram um pouco da vida de cinco comunidades periféricas, desenvolvendo uma reflexão sobre a diversidade e riqueza cultural desses locais.

Esse elenco de eventos mostra que BH tem formado uma cartela de opções e ajudado a desenvolver um gosto e um público fantástico. Como afirmou Afonso Borges, diretor de um dos mais renomados projetos nacionais, o Sempre um Papo: “Minas Gerais e, especialmente, Belo Horizonte, tem um potencial imenso, que precisa de ainda mais apoio, visão estratégica e, principalmente, investimento.”



Foto Guto Muniz. Entre julho e dezembro de 2009, aconteceram mais de 500 eventos culturais em BH, como a apresentação do espetáculo “Till, a saga de um herói torto”, na Praça da Papa.

Foto Robson Vasconcellos / Divulgação Belotur. Arraial de Belô: participam cerca de 60 grupos de quadrilha e mais de três mil integrantes.

Foto Brígida Campello / Divulgação MIP. Manifestação Internacional de Performance: variedade de linguagens de artistas do Brasil e do exterior.

Foto Guto Muniz. O FID — Fórum Internacional de Dança — realizou a sua 13ª edição em 2009. O tema da vez foi “Etitude” (ética + atitude).

Foto Leandro Couri. Belo Horizonte já pode ser considerada a capital brasileira do jazz, graças aos festivais que acontecem na cidade como o Savassi Festival Jazz & Lounge que levou, em 2009, mais uma multidão para o coração cultural da cidade.

 

Foto Elcio Paraíso. O projeto “BH Instrumental” atraiu um público de seis mil pessoas com espetáculos como o magnífico concerto do consagrado pianista Nelson Freire.

Foto Kika Antunes. Festival Internacional de Teatro: mobilização em torno do teatro e formação de público. Na foto, cena da peça “Concerto de Fogo”.

As praças e parques de BH foram palcos preferenciais dos vários espetáculos que aconteceram na capital mineira em 2009. Na foto, o show de Carlos Malta e Pife Muderno.


Foto Guto Muniz. “O cavaleiro de triste figura”, espetáculo que arrebatou o público no Festival Internacional de Bonecos.