Europa de fronteiras abertas

A rota Belo Horizonte/Lisboa coloca Minas Gerais “no mapa do mundo aéreo”, segundo Carlos Dias, gerente regional de vendas da TAP (Transportes Aéreos Portugueses).
 

Por Assad Abrahão
Foto Fernando Grilo

Com o slogan "Mineiro é top", a empresa multinacional portuguesa TAP — Transportes Aéreos Portugueses — apostou na linha Minas Gerais-Portugal-Europa e inaugurou em fevereiro deste ano a rota BH -Lisboa. Segundo informações divulgadas no Diário Oficial, a capital mineira foi escolhida após algumas disputas entre outros destinos importantes, como Washington (EUA) e Toronto (Canadá).

A linha direta sem escalas dá ênfase à capital mineira como destino turístico, divulga o Brasil na Europa, além de viabilizar um conforto a mais para o turismo de negócios, poupando pelo menos um dia de viagem perdido em conexões e/ou traslados. Para o gerente regional de vendas da empresa aérea, Carlos Dias, a nova rota coloca Belo Horizonte e conseqüentemente Minas Gerais “no mapa do mundo aéreo”.

“Temos a certeza de que não é somente mais uma simples rota aérea, mas sim uma ligação intercontinental direto da capital mineira para a Europa. Isso abre o canal em termos tanto de conforto nas viagens quanto de intercâmbio de riquezas, de investimentos e de cultura”, afirma Carlos Dias.

Dias acrescenta que a opção por Belo Horizonte condiz com a estratégia de crescimento da companhia aérea, uma vez que a cidade e o estado têm “um potencial gigantesco de crescimento de receita”.

 
Diversidade de atrativos
 
A aposta no potencial e no desenvolvimento do turismo de Minas Gerais, partir da rota BH-Lisboa, também passa  por sua riqueza cultural. Antes mesmo da inauguração da nova linha, a secretária de Estado de Turismo, Érica Drumond, havia divulgado o investimento de 800 mil reais em ações promocionais em alguns países europeus como Espanha, Itália e França, além de investimentos direcionados a Portugal e ao Brasil.

No evento de apresentação do vôo, em janeiro, na Bolsa de Turismo de Lisboa, Érica Drumond reiterou que a intenção não se restringe a divulgar o Brasil no exterior, mas, sobretudo, chamar a atenção para a diversidade cultural do interior do estado, além das regiões circunvizinhas. Carlos Dias lembra que a base para o desenvolvimento do turismo na região é a variedade dos atrativos turísticos. “As Minas Gerais são múltiplas. Existe uma imensa diversidade que contempla do esporte de aventura ao ecoturismo e turismo de aventura, passa pelo turismo histórico, pelos negócios e eventos e pelo artístico-cultural como, por exemplo, um atrativo espetacular com o Centro de Arte Contemporânea Inhotim”.

Meses antes do início das operações de vôo, o clima foi de entusiasmo, quando se registrou o número de mais de 11 mil reservas para os próximos seis meses. Com cinco freqüências semanais e tempo de vôo de sete horas e meia, a TAP aposta na capital mineira como mais um destino que liga Portugal ao Brasil. Desde outubro de 2007, quando lançou Brasília-Lisboa, a empresa área abriu oito destinos: Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Natal, Recife e Fortaleza. O mais recente, Belo Horizonte, faz elevar para 65 o número total de ligações semanais entre Portugal e o Brasil. “Isso vai fazer com que a rota e as riquezas se distribuam e os investimentos aumentem. Ter um avião intercontinental é gerar riquezas no estado”, decreta Carlos Dias.