Propostas ambiciosas

O presidente do Belo Horizonte Convention & Visitors Bureau (biênio 2008/2009) fala sobre as propostas de sua diretoria e afirma que a instituição, além de captar eventos para a cidade, cumpre o papel de promover a ligação entre os interesses dos setores público e privado.
 

Por Assad Abrahão
Foto Fernando Grilo

O empresário Roberto Noronha Filho assumiu a presidência do Belo Horizonte Convention & Visitors Bureau apresentando à sua diretoria e aos mantenedores da instituição um grande desafio: A defesa incansável de BH como um dos principais destinos turísticos do Brasil  e como o principal centro de turismo de negócios do país.

“É óbvio que o BH Convention Bureau tem como dever de casa a captação de eventos, mas nós vamos muito mais além”,  promete o presidente do BHC&VB. “Em primeiro lugar, vamos continuar a vender com competência a imagem da cidade para atrair o turista; mas quando ele chegar em Belo Horizonte, nós vamos trabalhar para recebê-lo da melhor maneira possível, atender todas as suas necessidades e suprir todas as suas expectativas ”.

 
Competitividade, sustentabilidade e governança
 
O trabalho da nova diretoria executiva, segundo Noronha, será fundamentado em três mandamentos: competitividade, sustentabilidade e governança. A diretoria executiva do BH Convention Bureau elaborou um plano de ações e parcerias com o propósito de incrementar o turismo que teve início em Janeiro com a proposta da captação de 10 novos eventos até março, sendo sete nacionais e três internacionais. Cerca de 18 mil pessoas participaram dos eventos e geraram uma receita de aproximadamente R$ 24,3 milhões.

A próxima empreitada é iniciar o trabalho de captação de 45 novos eventos itinerantes —15 viagens já estão confirmadas — e estruturar o plano estratégico para aumentar a presença do BHC&VB em eventos. “Temos que manter Belo Horizonte sempre presente nas ‘prateleiras’ dos operadores de turismo nacionais e internacionais”, afirma Noronha.

Até o final de 2008, a instituição tem confirmada a participação em 16 eventos profissionais do setor de turismo, em parceria com a Setur e a Belour.

 
Capacitar e qualificar
 
A estratégia de divulgar Belo Horizonte com o máximo de qualidade é uma prioridade para a administração biênio 2008/2009, confirma Roberto Noronha. A começar pela veiculação em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Brasília do novo VT “BH é o lugar pra gente se encontrar”. Também faz parte da  agenda a produção e edição de ferramentas essenciais para a divulgação da capital como a revista do BHC&VB e o ‘showcase’—  hoje uma marca da instituição por serem produtos reconhecidos nacional e internacionalmente pela excelência gráfica e editorial.

Roberto Noronha destaca ainda a consolidação de importantes parcerias com a Setur, Belotur, Sebrae-MG, Senac-MG, Ministério do Turismo e Prominas, “cujo o objetivo é capacitar e qualificar toda a cadeia produtiva e também a equipe técnica do BHC&VB”.

 
Ligação entre o público e o privado
 
As ambições do presidente da instituição não páram por aí: “Cabe ao Convention Bureau interferir na governança da cidade” decreta. “O papel do Convention Bureau é fazer a ligação entre o público e o privado”. Roberto Noronha chama a responsabilidade e diz que é preciso vibilizar projetos numa parceria com o setor público. “É identificável que a cidade de Belo Horizonte fica vazia em janeiro e fevereiro e nós, da iniciativa privada, sentimos esta situação financeiramente. Outro fato corriqueiro é as pessoas que ficam em BH não encontram o que fazer. Temos então duas necessidades: Trazer turistas e apresentar uma programação interessante que motive o belo-horizontino a sair de casa”, sugere.

O presidente propõe que a região metropolitana de Belo Horizonte se torne uma espécie de “centro nacional da cultura” neste período, e que continue a manter a referência como a melhor região para a prática do turismo de aventura, do ecoturismo e do turismo histórico, além da gastronomia. “Para isso, precisamos nos unir, criar eventos como shows e espetáculos com atrações nacionais e internacionais. Poderíamos também viabilizar uma sinergia entre eventos de sucesso como o ‘Sempre um Papo’, o “Comida di Buteco” e festivais de música, teatro e dança. Por que não?”, questiona.

 
Centro de convenções
 
Para que esses projetos se tornem ainda mais viáveis, Noronha avisa que BH necessita de um novo centro de convenções

“O calendário do Expominas, que é excelente em todos os sentidos, está todo tomado e existem eventos que o Expominas não pode abrigar” explica.  Noronha acha que o novo centro de convenções pode ser de tal forma projetado que atenda desde pequenos congressos, reuniões empresariais até os grandes shows que a cidade demanda. “Falta esse lugar de grandes eventos como Arraiá de BH, Axé Brasil, Pop Rock ou o Carnaval. Estádio de futebol não é palco para se fazer shows”, argumenta.

“Nós vamos trabalhar para sensibilizar tanto o poder público quanto a iniciativa privada para a construção de um grande centro de convenções. O BHC&VB vai continuar sendo o grande canal de ligação entre os interesses públicos e privados”.