O turista como prioridade

O mais famoso roteiro de Minas Gerais prioriza a comercialização de pacotes turísticos.
 

Por Assad Abrahão
Fotos Fernando Grilo / Fernando Piancastelli
 
“2008 é um ano extremamente importante, é um divisor de águas para a Estrada Real. Nós estamos voltados em 80% do nosso tempo para a comercialização e os outros 20% ficam concentrados na área institucional”. Foi assim que Baques Vladimir Carvalho Sanna, diretor geral do Instituto Estrada Real, sintetizou as atuais prioridades da instituição no que se refere à continuidade dos projetos do mais famoso roteiro turístico de Minas Gerais.

Baques Sanna lembra que o flanco institucional da Estrada Real já está consolidado, “fruto de uma grande trabalho desenvolvido nesses últimos cinco ou seis anos”, mas o setor comercial está sendo priorizado com a oferta de pacotes turísticos. “Trabalhamos de forma a induzir o turista — seja ele de Minas Gerais, seja de outros estados, seja do exterior — a conhecer  um destino turístico que oferece os mais ricos e diversificados atrativos”.

O diretor geral do IR argumenta que poucos destinos são capazes de concentrar tantas modalidades de turismo como a Estrada Real. “O nosso leque de opções vai do  turismo histórico ao de aventura, além do turismo rural, do arquitetônico e artístico; temos as nossas manifestações folclóricas e de religiosidade, uma natureza grandiosa e  a nossa gastronomia é fantástica”, enumera ele. “Isso ajuda no desenvolvimento de ações e no planejamento de ações futuras”.
 

Ferramentas

Baques Sanna informa que o Instituto Estrada Real trabalha na implementação de três importantes ferramentas voltadas para o desenvolvimento do setor comercial.

A primeira é uma plataforma na Internet que permite que o turista tenha todas as informações necessárias como tipos de hotéis, valor da diária, reserva on line e outras informações sobre as cidades da Estrada Real. “É uma plataforma de primeiríssimo mundo. Tanto para os turistas quanto para os donos de pousadas e hotéis -fazendas. Será implantada no segundo semestre deste ano”. A Universidade Federal de Minas Gerais foi contratada e desenvolve um processo de geo-referenciamento de toda a Estrada Real. Milhares de pontos serão geo-referenciados. O turista, em qualquer lugar que estiver, vai saber  exatamente qual é a sua localização por meio do GPS. “Além de saber onde está, ele vai ser informado sobre qual distância está a próxima pousada, o próximo restaurante e a próxima cachoeira”.   

O terceiro projeto trata-se do que o IR chama de ‘Embaixadores da Estrada Real’. A idéia é treinar e capacitar pessoas de diferentes pontos do país e do exterior para que eles atuem como “defendores e fomentadores” do destino turístico Estrada Real. “Começamos, em março último, a treinar a primeira turma de embaixadores”, informa Baques.

A presença assídua da Estrada Real em feiras de turismo no Brasil e no exterior é mais uma estratégia de ação do IR.

“Em nossa ida no início de março a Madrid tivemos contato com várias empresas, agentes e operadores que demonstraram interesse em negociar pacotes da Estrada Real, exatamente baseado na estratégia que usamos: A oferta de atividades turísticas diferenciadas e diversificadas”.
 


Baques Vladimir Sanna: diretor geral do IER.