De tudo se faz arte

Reprotagem
Laura Pacheco
Fotos
Divulgação

A capital de todas as Minas Gerais concentra, condensa e amplifica toda a efervescência cultural produzida pela gente mineira.
 

Entre o céu e as serras desta vasta Minas Gerais, mora a musicalidade, a diversidade, a inspiração. Essa mesma terra que, outrora, atraiu ávidos olhares com sua tamanha beleza banhada a ouros, diamantes e pedras preciosas, guarda um mistério ainda maior, imensurável, uma verdadeira riqueza impossível de ser extraída: a cultura e a arte de seu povo. Talvez a amplitude do estado — um dos maiores do país — e suas diferenças regionais, geográficas e culturais sejam uma das fontes de riqueza dessa fina mistura que é essa gente. Como diria o ilustre escritor mineiro, Guimarães Rosa: “Minas são muitas”. E os sons que ecoam por entre as montanhas parecem simbolizar toda essa multiplicidade: tambores mineiros, africanos, brasileiros, violas dedilhadas, batuques das guardas de congado, das rodas de capoeira, do maracatu, do samba de roda; o chorinho do cavaquinho, o jazz, o instrumental, o hip hop, o soul, o pop-rock, a MPB; cantos corais de igrejas e de lavadeiras nas margens ribeirinhas. Aqui, o erudito, o popular — e até o eletrônico — se mesclam numa harmônica musicalidade mineira.

 
Cultura amplificada
 
E Belo Horizonte, sendo a grande metrópole e capital do estado, condensa e amplifica toda essa efervescência cultural das Minas Gerais. Prova disso é que a cidade é hoje a principal capital de festivais de arte do país e um dos grandes pólos de produção artística, com grupos de referência nacional e internacional no teatro, na dança, na música, além de uma produção expressiva em áreas como artes plásticas, literatura, cinema, vídeo, fotografia.

Mas o que será que Minas e sua capital têm de tão peculiar que faz essa gente produzir tanta arte? “Temos uma vocação artística e uma força criativa muito própria que é a força da cultura mineira. Temos sensibilidade, talento, cultura, verdade, conhecimento, autenticidade, paixão”,  pontua o cineasta belo-horizontino Neville D’Ameida, um dos principais recordistas de bilheteria da história do cinema brasileiro, que levou mais de 10 milhões de espectadores a filmes como ‘A Dama do Lotação’ e ‘Rio Babilônia’.

Para o cantor e compositor mineiro Celso Adolfo, Minas carrega um ambiente e uma riqueza musical muito peculiar. “As melodias são sempre muito emocionadas, as harmonias desdobradas, o tempo gasto numa composição, esse capricho e essa vontade de fazer mais e melhor, a geografia, a topografia, os resíduos culturais de muitas viagens poéticas em torno da música popular e erudita — é assim o compositor mineiro”, avalia.

 
Produção artística expressiva
 
Explicações à parte, o fato é que Minas carrega uma longa tradição no campo das artes e conta com uma produção expressiva em todas as áreas.

No teatro, o Grupo Galpão é uma grande referência, com seus 25 anos de história. Com a montagem do espetáculo ‘Romeu e Julieta”, a companhia foi a única trupe do mundo convidada a cumprir temporada de duas semanas no Globe Theater de Londres. Os ingleses consagraram o trabalho como um marco no teatro da década de 90, em plena terra de Shakespeare. O grupo Giramundo é outra referência no teatro de bonecos no país: criou 33 espetáculos em 37 anos e abriga hoje um dos maiores museus de bonecos da América Latina.

Na dança, a capital é um dos principais pólos de produção artística com grupos já consagrados como o Grupo Corpo, Primeiro Ato, Cia Será Quê? e Cia. de Dança do Palácio das Artes. O Grupo Corpo, por exemplo, é considerado uma das mais famosas companhias de dança do mundo, dotada de grande prestígio. Seu diretor Rodrigo Pederneiras conta que a companhia será a primeira a cumprir três semanas de temporada, no próximo ano, no Brooklyn Academy of Music, um dos principais teatros contemporâneos de Nova York. Eventos como o Festival Internacional de Dança, FID, realizados em BH, também são fundamentais para fomentar a produção artística da dança em Minas, alimentando a criação de novos grupos e a permanência de outros.

A companhia de dança Mimulus também merece lugar de destaque no cenário nacional. Dona de uma linguagem única, faz uma leitura ousada e contemporânea da dança de salão — a Mimulus é considerada hoje uma das melhores do país.

A dança flamenca ganha fôlego na capital mineira com a chegada do bailarino cubano Miguel Alonso, que já reside em Belo Horizonte há três anos. Com sua sólida formação no Ballet Nacional de Cuba, o bailarino, que recebeu importantes prêmios como solista numa das mais conceituadas companhias de dança do mundo, elevou o nível de profissionais da cidade, com sua técnica apurada de quem teve formação direta com bailarinos espanhóis. Atualmente, Miguel Alonso lança o primeiro núcleo de dança do Brasil em Belo Horizonte.

Grupos como Aruanda, Tambolelê, Tambor Mineiro, Conexão Tribal African Beat, NUC – Negros da Unidade Consciente - as diversas guardas de Congado, capoeira, e dança afro — com destaque para a bailarina precursora Marlene Silva — entre vários outros, expressam toda a beleza das manifestações artísticas com forte influência africana.
 

Do pop-rock à música instrumental
 
A música mineira sempre merece um capítulo à parte. Na década de 70, Milton Nascimento, Fernando Brant, Toninho Horta, Tavinho Moura, Beto Guedes, Márcio e Lô Borges, Flávio Venturini e Wagner Tiso já entoavam aos quatro cantos do mundo a sonoridade e a sensibilidade mineira em forma de acordes, composições, letras e poesia: foi a consagração do Clube da Esquina. A musicalidade peculiar e o jeito mineiro de compor ganharam o mundo. Foi um movimento musical tão importante quanto a Tropicália de Caetano e Gil. “O Clube da Esquina viaja no tempo... Aquelas canções são eternas, as pessoas cantam até hoje. Atualmente a gente se encontra menos, cada um tem a sua proposta musical”, diz Lô Borges.

Quando o assunto é o pop-rock nacional, Belo Horizonte pode se esbaldar: Skank, Pato Fu, Jota Quest e Tianastácia são ícones da cena brasileira. O Skank, com o single ‘Garota Nacional’ estourou no Brasil e liderou a parada espanhola por três meses, sendo o único exemplar da música brasileira a integrar a caixa “Soundtrack for a Century”, lançada para comemorar os 100 anos da Sony Music. Já o Pato Fu, com o lançamento do CD ‘Toda Cura para Todo Mal’, ganhou o Prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA) como o melhor show.

Outros grandes nomes da música mineira também despontam para além das montanhas. Aliás, Belo Horizonte é uma grande referência internacional no que se refere à música instrumental. O calendário de espetáculos da cidade registra shows de grandes instrumentistas mineiros praticamente todos os dias. Eles geralmente tocam jazz, bossa nova e muitas composições próprias. Destaque para os violonistas e guitarristas Juarez Moreira, Aléksei Vianna, Gilvan de Oliveira, Beto Lopes, o saxofonista Chico Amaral (compositor e letrista consagrado, autor das letras dos maiores sucessos do Skank), além dos compositores Flávio Henrique, Robertinho Brant, Vander Lee, Maurício Tizumba e Celso Adolfo. No time das cantoras, brilham Marina Machado, Alda Rezende, Érika Machado e o Trio Amaranto. O trabalho do grupo Uakti é outra grande referência em qualidade e originalidade. A partir da confecção de instrumentos poucos convencionais como tubos de PVC, madeiras, metais, vidros, o grupo esbanja criatividade, mesclando a música erudita a uma percussão exótica. Já criaram trilhas para filmes como ‘Lavoura Arcaica’ e importantes parcerias com o compositor americano Philip Glass. Eles produziram, juntos, trilhas de espetáculos do Grupo Corpo, que se transformaram em belíssimos discos do Uakti.

 
Artes plásticas
 
A arte barroca mineira do século XVIII dos geniais Aleijadinho e Athaíde marcou profundamente a história das artes plásticas de Minas Gerais. Já no século XX, Alberto da Veiga Guignard injetava novo fôlego na produção artística, incentivando um grande grupo de jovens inovadores que passaram pela sua escola: Amílcar de Castro, Franz Weissmann, Lygia Clark, Sara Ávila, com vertentes concretista, neoconcretista, abstracionista ou neosurrealista. A esses nomes juntaram-se artistas do porte de Jarbas Juarez, Lótus Lobo, Yara Tupinambá, Nello Nuno, Maria Helena Andrés e Paulo Laender. Da nova safra, a partir dos anos 80, despontaram talentos como Marcos Coelho Benjamim, Fernando Lucchesi, Mário Zavagli, José Bento, Sérgio Nunes, Mônica Sartori, Ana Horta, Marco Túlio Resende e Jorge dos Anjos.
 

Arte multifacetada
 
A mídia digital ampliou as possibilidades do fazer artístico com as instalações, videoinstalações, videoarte, fotografia conceitual, performances, arte sonora, utilização de objetos a partir de materiais orgânicos.

Rivane Neusenschwander, Roberto Bethônico, Cao Guimarães, Éder Santos, Laura Belém, Franz Manata, Lais Mirra, Cíntia Marcele são alguns dos artistas que representam essa nova geração. “São jovens artistas que estão inseridos num mundo muito multifacetado, plural e largam a mão da técnica para conseguir comunicar o que querem. Por isso, a aparição dos trabalhos em vídeo, performance, instalação”, explica Ronan Couto, professor de História da Arte Moderna e Contemporânea da Escola Guignard e doutorando na Universidade Federal de Minas Gerais, UFMG.

No videodocumentário e na videoarte, nomes como o premiadíssimo Éder Santos (um dos nomes mais respeitados no cenário internacional), Marília Rocha, Pablo Lobato, Marcellvs e Cao Guimarães são reconhecidos mundialmente.  Os trabalhos de Cao, por exemplo, tencionam as distinções rígidas entre documentário, a ficção, a fotografia, o cinema e as artes plásticas.

 
Cinema
 
No cinema, a tradição começa nas décadas de 20 e 30 com Humberto Mauro, considerado por alguns o pai do Cinema Novo. Helvécio Ratton, Geraldo Veloso, Neville D’Almeida, Rafael Conde, entre outros, são diretores mineiros que deram sequência à criação artística de longas-metragens.

O diretor mineiro Cao Guimarães é apontado como um dos grandes talentos da atualidade. Cao acumula prêmios como no Festival É Tudo Verdade, pelo longa-metragem ‘A Alma do Osso’, em 2004, e o curta-metragem ‘Da Janela do Meu Quarto’, um dos filmes mais premiados dos últimos anos. Famosas galerias como Tate Modern, Museu de Arte Moderna de São Paulo possuem seus trabalhos. Helvécio Hatton é outro destaque do cinema mineiro e conta com a maior produtora de filmes em Minas, a Quimera Filmes. Seu penúltimo filmes ‘Uma Onda no Ar’ teve grande aceitação internacional com a história da Rádio Favela, criada no Aglomerado da Serra em BH. Seu mais novo longa, Batismo de Sangue, de 2006, baseado em fatos reais, conta a participação de frades dominicanos na luta clandestina contra a ditadura militar. O filme ganhou o prêmio de melhor fotografia no Festival de Brasília e Hatton como o melhor diretor.

 
Fotografia conceitual
 
Na fotografia mineira, artistas como João Castilho, Pedro David e Pedro Motta destacam-se em galerias de arte contemporânea de Belo Horizonte, Rio, São Paulo, Bahia e até no exterior com trabalhos conceituais. Paisagem Submersa, primeiro trabalho do grupo, revela o drama de milhares de moradores da região do Vale do Rio Jequitinhonha (a mais pobre região de Minas Gerais) que foram desabrigadas de suas casas para a construção de uma usina hidrelétrica da Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais). O trabalho se estendeu para outros formatos como instalações, sites, projeções de slides e, por último, um livro, que está em fase de produção. Foi exibido no Festival de Fotografia na Holanda, o Nordelich, em 2005, e na Bienal de Fotografia de Liêge, na Bélgica, no mesmo ano.

Trabalhos mais recentes de João Castilho, resultam de uma residência artística que fez em Mali, África, e que dialoga também com a ação, pois o artista interfere no ambiente com objetos trazidos do Vale do Rio Jequitinhonha. “É uma fotografia conceitual, uma intervenção que criei. Pode ser considerada até mesmo uma ação ‘performance’, pois desloco objetos e os coloco em outro contexto, crio situações e registro”. João Castilho possui trabalhos em acervos da importância da Coleção Pirelli/ MASP (Museu de Arte de SãoPaulo), do Museu de Arte da Pampulha, de BH  e do Museu de Liêge, na Bélgica.

 
A capital dos festivais de arte
 
Toda essa efervescência cultural da capital faz Belo Horizonte ocupar um lugar privilegiado na cena artística contemporânea brasileira. A cidade vem sendo considerada a principal capital produtora de festivais de arte do Brasil. Para cada uma das linguagens artísticas, existe, no mínimo, um festival — sendo a maioria deles, de caráter internacional: Festival Internacional de Teatro (FIT); de Dança (FID); de Teatro de Bonecos (FITB); de Quadrinhos (FIQ); de Arte Negra (FAN); Festival Mundial de Circo; Encontro Mundial de Artes Cênicas (ECUM); Fórum.Doc — Festival do Filme Documentário e Etnográfico; Curta Minas — festival de curtas-metragens; INDIE —Mostra de Cinema Mundial; Mostra Cine BH, também de cinema; MUMIA, Mostra Udigrudi Mundial de Animação; Art.Mov — festival de arte produzidas em ou para mídias móveis, como celulares, players de mp4, computadores de bolso; Eletrônica, festival de tendências da música eletrônica, e por aí vai. Todos de altíssimo nível. O Encontro Mundial das Artes Cênicas, ECUM, por exemplo, é o único no gênero na América Latina e é considerado um dos mais importantes fóruns mundiais de discussão sobre os rumos das artes cênicas contemporâneas. Em março de 2008, completa 10 anos de existência, e vai ter uma edição especial.

Pode-se dizer que esse “boom” de festivais teve início em 94 com o Festival Internacional de Teatro de Palco e Rua — o FIT-BH, fruto de uma iniciativa entre a prefeitura com o Grupo Galpão. Naquela primeira edição, o FIT-BH contou com cerca de 54 mil espectadores. Já em 2006, o número de espectadores ultrapassou a marca dos 122 mil. “Ao todo, já levamos mais de um milhão de espectadores para o teatro”, orgulha-se Eid Ribeiro, um dos diretores do evento. China, Japão, França, Suécia, Rússia, Colômbia, Bolívia são alguns dos países que tiveram na capital com seus trabalhos.

 
Plataforma de visibilidade na dança
 
O Festival Internacional de Dança, o FID, criado há 11 anos, vem sendo apontado como um dos principais festivais de dança no Brasil e grande fomentador de grupos e de artistas da cena mineira. “A idéia é de que o FID seja uma plataforma de visibilidade do pensamento contemporâneo na dança no estado. Ele também alimenta os grupos daqui e estimula a criação de novos outros”, afirma Adriana Banana, diretora artística e curadora do evento. Segundo Adriana, grupos como a Meia Ponta Cia. de Dança e o Camaleão, que sempre se nutriram do FID, são bons exemplos de companhias abertas à troca, à experimentação e à receptividade para uma nova geração de bailarinos contemporâneos. Rodrigo Pederneiras, do Grupo Corpo, parabeniza a iniciativa. “É uma experiência fantástica no fomento à produção artística local, tanto em termos de quantidade como de qualidade, principalmente por ter uma periodicidade. Esse ano, por exemplo, eu fiquei fascinado com o FID. Todo espetáculo que você ia, estava lotado!”

 
Fenômeno cultural, novos territórios
 
Nos últimos dez anos, a cidade foi invadida por uma grande circulação de bens culturais. Festivais de arte, manifestações populares, movimentos de arte-performance, intervenções urbanas, grafitis, shows e espetáculos de música, teatro, circo, hip hop e dança, ocupam as ruas, praças, parques, galpões, teatros e comunidades da periferia. Trata-se de uma nova geração de artistas contemporâneos que descobrem outras alternativas de expressão e ocupação de territórios. Muitos utilizam-se das políticas públicas culturais para realizarem seus trabalhos.

Para Gil Amâncio, idealizador do Festival de Arte Negra (FAN), Belo Horizonte passa por um fenômeno jamais visto: o encurtamento da distância entre o centro e a periferia. E isso deve-se, em parte, à maneira com que a arte negra vem sendo vista, desde a criação do FAN, há 12 anos. “A arte negra em BH sempre teve tambor, congados, terreiros de candomblé, capoeira. Só que de uns 10 anos para cá, principalmente com o FAN, os artistas começaram a desvincular essas manifestações de seu caráter religioso e passaram a perceber a sua arte como uma manifestação artística contemporânea. Hoje, elas retomaram o espaço central da cidade que antes não era ocupado, pois isso só acontecia na periferia e estão na agenda cultural de BH, configurando novos territórios”, conta Gil. “Tudo isso mudou muito a cara da cidade”, completa.

Para Naná Vasconcelos, músico pernambucano eleito por oito vezes o melhor percussionista do mundo, a cultura popular belo-horizontina vive um momento extraordinário. “Os tambores acordaram! Agora existe uma chamarisco de tambores aqui e o Brasil está começando a conhecer melhor a África Mineira. Acho isso muito importante, pois ela é a espinha dorsal da cultura desse país”, considera. Ele veio a BH como homenageado no evento Mil Tambores, um projeto liderado pelo músico Maurício Tizumba, do Grupo Tambor Mineiro e pelo Tambolelê.

“Belo Horizonte tem uma complexidade cultural muito grande, tanto em termos de diversidade quanto de cruzamentos entre múltiplas linguagens artísticas. O número e a variedade de eventos artísticos que ocorrem aqui comprovam isso, alimentam o intercâmbio cultural e provocam a criação de novos territórios para a arte na ocupação da cidade”, analisa Luiz Carlos Garrocho, diretor dos teatros da Fundação Municipal de Cultura: os teatros Francisco Nunes e Marília.


Experiências multifacetadas
 
Na região metropolitana de Belo Horizonte, no município de Brumadinho, está erguido o mais fantástico museu de arte contemporânea do Mundo, o Inhotim Centro de Arte Contemporânea (Veja outras informações em Belo Horizonte e seus arredores).

Lá está uma dos mais significativas  instalações que surgiram a partir da arte conceitual dos anos 60 — período em que proliferaram-se as experiências multifacetadas e o artista contemporâneo passou a trabalhar na fronteira entre as diversas linguagens artísticas. Foi nessa mesma época que o cineasta Neville D’Almeida conheceu o artista plástico Hélio Oiticica e juntos inventaram uma das primeiras instalações áudio-visual interativa sensorial do mundo: a Cosmococa, programa in progress, uma viagem sensorial interativa com projeções de slides no teto, na parede, com trilha sonora, roteiro, ambiente. Na época, o trabalho foi muito criticado e só foi reconhecido 33 anos depois, com a primeira instalação no Centro de Arte Hélio Oiticica no Rio de Janeiro. Em setembro de 2006, o Cosmococa foi para Art Basel, na Suíça, a maior exposição de arte contemporânea do mundo e foi considerada a mais inovadora obra da mostra.
 


O Grupo Corpo é considerado uma das mais famosas companhias de dança do mundo, dotada de grande prestígio.


O Festival Internacional de Teatro de Palco e Rua: um milhão de espectadores ao teatro.

No teatro, o Grupo Galpão é uma grande referência, com seus 25 anos de história.


A banda mineira Skank é um dos maiores sucessos do pop-rock nacional e já superou a marca dos mais de dois milhões de cópias vendidas.

Show de Chico Amaral: espetáculos de jazz acontecem com frequência na cidade.


"Lote Vago", trabalho conceitual do fotógrafo João Castilho.

Inhotim: Lá está "Cosmococa", uma das mais importantes instalações que surgiram a partir da arte conceitual dos anos 60.


Cena de "Andarilho", filme do cineasta Cao Guimarães.

FID: plataforma de visibilidade do pensamento contemporâneo na dança. Na foto, Cia. Mário Nascimento.


Um novo alento à produção nas artes plásticas. Na foto, a escultura "A pequena casa do mago", de Paulo Laender.