Megabiodiversidade da reserva da biosfera

Reprotagem
Raquel Coutinho
Fotos
Miguel Aun/Fernando Piancastelli/Roberto Murta

O povo que habita a Serra do Espinhaço é peça-chave para conservação de sua diversidade biológica. Qualquer iniciativa preservacionista que desconsidere o fator humano corre o risco de desperdiçar esforço e dinheiro.
 

Mais de 642 mil pessoas vivem dentro dos limites da Reserva da Biosfera da Serra do Espinhaço (RBSE). O primeiro critério utilizado para designar uma reserva da biosfera, segundo a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), expressa a relevância das formas de interação do homem com o seu meio: "Englobar um mosaico de sistemas ecológicos representativos das principais regiões biogeográficas, incluindo uma gradação de intervenções humanas no sistema”. Na lista de prioridades do Programa Homem e Biosfera – Man and the Biosphere (MaB) –, da Unesco, as pessoas ocupam o um dos pontos mais altos. Por isso, conhecer os mecanismos dessa convivência é o primeiro passo na busca por um desenvolvimento econômico que seja sustentável do ponto de vista sociocultural e ecológico, uma das funções básicas da reserva da biosfera.

Assim como as belezas naturais, as riquezas históricas, arquitetônicas e culturais fazem da Serra do Espinhaço um destino turístico de grande potencial, que já angaria investimentos expressivos. Associadas ao turismo, a agricultura familiar, as manifestações de arte popular e a botânica são exemplos de atividades que, juntas, podem compor estratégias de manejo sustentável para a geração de renda e fixação do homem no campo.

 
Monocultura e turismo desordenado
 
Por outro lado, os principais usos e ocupações do solo, identificados atualmente na cadeia do Espinhaço, são monoculturas, mineração, garimpo, urbanização, turismo desordenado, queimadas, extrativismo vegetal, pecuária extensiva e indústrias. Dentre os impactos relacionados a essas atividades, podem-se citar a poluição, a perda da diversidade genética, as epidemias e endemias, a erosão, o assoreamento de rios, a fragmentação de ecossistemas, a contaminação de mananciais, a desigualdade social, o êxodo rural, a perda da identidade cultural e a desertificação do solo, entre outros.

O biólogo Miguel Andrade, representante da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG) no Comitê Estadual da RBSE, acredita ser preciso potencializar a auto-estima e autonomia das populações locais e disponibilizar canais para sua participação efetiva na constituição das políticas públicas sociais, culturais e ambientais. “A carência de meios de interlocução entre comunidades e especialistas é um grande obstáculo. A política de promoção do turismo, por exemplo, deve ser inclusiva, não excludente. O conceito de ‘jóia turística’ passa impreterivelmente pela preservação da cultura, peculiar a cada região. O que assistimos, no entanto, é à marginalização da população local, na medida em que o destino turístico ganha visibilidade”, lamenta Miguel.
 

Esforço de pesquisa
 
Para Ricardo Machado, diretor para o Cerrado da organização não-governamental (ONG) Conservação Internacional (CI), a falta de conhecimento sobre a importância da Serra do Espinhaço para o equilíbrio ecológico é a maior ameaça à reserva. “Legislação e fiscalização são formas limitadas de conservação, que não trazem resultados em longo prazo. Enquanto não houver entendimento e negociação entre governo, sociedade e empresas, vamos ficar sempre ‘correndo atrás’ para minimizar os impactos. Há que se ter uma postura mais ativa, principalmente da sociedade, no processo de ocupação e planejamento”, afirma Machado.

Ainda segundo Miguel, esse desconhecimento é até mais grave do ponto de vista científico. “A megadiversidade e complexidade dos ecossistemas que compõem a Serra do Espinhaço demandam esforço de pesquisa muito além do que se vê hoje”, diz. Paralelamente, a falta de um levantamento sistemático da cultura oral, história e folclore das comunidades situadas na região tem levado à perda de sua identidade e memória.

 
Sete reservas da biosfera
 
Entendida como o espaço terrestre onde se desenvolvem os seres vivos, a biosfera é composta pela atmosfera (troposfera), crosta terrestre (litosfera), água (hidrosfera) e pelo conjunto de todos os ecossistemas do planeta. Existem no mundo 482 reservas da biosfera, distribuídas em 102 países. Ainda que sejam declaradas pela Unesco, as reservas da biosfera são propostas por iniciativa de cada país, responsável também por sua administração. O Brasil conta hoje com sete reservas da biosfera — RB Mata Atlântica, RB Cinturão Verde de São Paulo, RB Cerrado, RB Pantanal, RB Amazônia Central, RB Caatinga e RB Serra do Espinhaço — que, juntas, somam 1,3 bilhão de km2, correspondente a 15% do território nacional.

Lançado pela Unesco em 1971, o Programa Homem e Biosfera promove a cooperação científica internacional na busca pela harmonia nas relações entre os seres humanos e o meio ambiente. O marco estatutário, definido durante a Conferência Internacional das Reservas da Biosfera, em 1995, em Sevilha (Espanha), estabelece os principais parâmetros para reconhecimento e implementação de uma RB.

 
Aprovada com louvor
 
Além de ser significativa para a conservação da diversidade biológica, a região precisa ter um nível de articulação política que permita o envolvimento e participação de um grupo razoável de organizações governamentais, não-governamentais e de interesse privado na implementação da RB. Nesse aspecto, Miguel Andrade acredita que a Serra do Espinhaço está no caminho certo. “É possível perceber um diálogo maior entre segmentos que até pouco tempo não existia, ou era raro, como governo, setor empresarial, ONGs e centros de pesquisa. O Comitê da RBSE reúne 28 instituições das mais variadas”, conta.

Uma vez reconhecido o potencial para implementação da RB, outros critérios foram considerados para definição da área da reserva, como delimitação geológica e geomorfológica; unidades de conservação instituídas; dados científicos; articulação política; bacias hidrográficas; apoio logístico (infra-estrutura, estações de pesquisa e monitoramento); culturas tradicionais; possibilidade de ampliação; e conexão com outras reservas.

A Serra do Espinhaço reúne elementos que extrapolam tais exigências e conferem as condições ideais para a implementação de uma RB. A proposta de criação da reserva foi aprovada com louvor pela Unesco, em junho de 2005, evidenciando o mérito técnico, competência e articulação das entidades envolvidas e, acima de tudo, a importância da região em termos de diversidade natural e cultural. “O próximo passo é investir no desenvolvimento humano, tecnológico, científico, político e cultural da RBSE, no sentido de torná-la uma unidade de planejamento territorial”, afirma Miguel Andrade.

 
53 municípios
 
O Espinhaço começa na Serra de Ouro Branco, no Quadrilátero Ferrífero mineiro, sobe cortando o Estado, passa pela região do Alto Jequitinhonha, atinge o Sul da Bahia e se estende até o maciço da Chapada Diamantina. Seus 1,5 mil quilômetros de extensão colecionam atributos para o desenvolvimento econômico e humano dos 53 municípios existentes dentro da reserva em Minas Gerais.

A arquitetura colonial, o barroco, a religiosidade, as manifestações folclóricas como o congado e a folia de reis, a tradicional culinária e o artesanato em pedra sabão são expressões culturais genuínas da porção sul da Serra do Espinhaço, onde se destacam os municípios de Ouro Preto, Mariana, Catas Altas, Santa Bárbara e Barão de Cocais.

Alguns quilômetros ao norte, as serras da Piedade, Moeda e do Curral são os trechos mais influenciados pela urbanização da Região Metropolitana de Belo Horizonte.
 

Mosaico de riquezas
 
O caminho da Estrada Real segue a trilha da formação geológica, alcançando a Serra do Cipó, com seus bucólicos vilarejos, fazendas centenárias e tambores do candombe. Em Conceição do Mato Dentro, a Cachoeira do Tabuleiro, do alto de seus 273 metros, tira o fôlego dos visitantes. As belezas se sucedem, cada uma com seu encanto particular. Congonhas de Minas, Serro, Santo Antônio do Itambé.

Dentro dos limites de Diamantina, Patrimônio Cultural da Humanidade, encontram-se Biribiri, São Gonçalo do Rio das Pedras e Milho Verde, distritos que conquistaram espaço entre os atrativos turísticos de Minas com seu charme e hospitalidade (leia reportagem nesta edição). A RBSE alcança, então, o Vale do Jequitinhonha, de gente simples e cultura densa. As bonecas de cerâmica, o artesanato em cabaça, os grupos de música e teatro são linguagens que traduzem as raízes do Jequitinhonha.

Esse mosaico de riquezas, aqui resumido de forma quase leviana, compreende um universo de possibilidades ainda pouco explorado para o desenvolvimento sustentado da Reserva da Biosfera da Serra do Espinhaço.
 

Um bilhão de anos
 
Dos 25 hotspots — biomas com maior biodiversidade e, ao mesmo tempo, mais ameaçados — existentes no planeta, dois ocorrem no maciço do Espinhaço: o cerrado e a mata atlântica. A cadeia de montanhas apresenta também o ecossistema de caatinga, principalmente na sua porção norte, próximo ao Vale do Jequitinhonha.

Em formação há mais de um bilhão de anos, o Espinhaço alterna altitudes de 700 m a 2.072 metros — o Pico do Sol, na Serra do Caraça, é considerado o ponto mais alto —, com diferenças mínimas de largura, que variam 50 a cem quilômetros. Divisor de águas das bacias dos rios São Francisco, Doce e Jequitinhonha, a serra conta com exuberantes paisagens, formadas por despenhadeiros, picos, vales, paredões, cachoeiras e cânions.

Dentro dos 3,07 milhões de hectares da RBSE, em Minas Gerais, existem 12 unidades de conservação de proteção integral: Parques Nacionais da Serra do Cipó e das Sempre Vivas, Parques Estaduais do Itacolomi, da Serra do Rola Moça, do Rio Preto, do Biribiri, do Pico do Itambé e da Serra do Intendente, Estações Ecológicas Estaduais do Tripuí e de Fechos, e Parques Naturais Municipais do Ribeirão do Campo e do Salão de Pedras. Outras 27 unidades de conservação são contabilizadas na área da reserva.

 
Espécies ameaçadas
 
Os campos rupestres são uma fitofisionomia (ou subgrupo) do cerrado, característica da Serra do Espinhaço. Associados a altitudes acima de 900 metros, com solos rasos, pedregosos ou arenosos, e plantas rasteiras, destacam-se pela delicadeza, complexidade e alto nível de endemismo — existência de espécies de flora e fauna que ocorrem somente em uma determinada região do mundo.

Das 538 espécies de plantas ameaçadas de extinção em Minas Gerais, 81 estão na mata atlântica, 19 na caatinga, 73 no cerrado e 351, que correspondem a 67% do total, ocorrem nos campos rupestres. A canela-de-ema-gigante (Vellozia gigantea) e a microorquídea Constantia cipoensis são exemplos de espécies endêmicas da Serra do Cipó, considerada a mais rica região em termos de biodiversidade do Brasil, com cerca de 1.600 variedades de flores.

 
Aves endêmicas
 
Quatro das 30 espécies de aves endêmicas do cerrado estão restritas aos campos rupestres da Serra do Espinhaço. São elas, o beija-flor-de-gravata-verde (Augastes scutatus), o joão-cipó (Asthenes luziae), o papa-moscas-de-costas-cinzentas (Polystictus superciliaris) e o canário-rabudo (Embernagra longicauda).

Entre os mamíferos, o lobo-guará (Chrysocyon brachyurus), o cachorro-do-mato (Cerdocyon thous) e o tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla) são exemplos de espécies ameaçadas. Insetos e anfíbios também despertam grande interesse, principalmente pela existência de variedades endêmicas de abelhas, sapos, libélulas, mosquitos e outros. A perereca-de-pijama (Hyla cipoense), rara e curiosa, é uma espécie de anfíbio encontrada apenas na Serra do Cipó.

Ricardo Machado explica que, por se tratar de uma formação geológica muito antiga, desenvolveram-se ali ecossistemas singulares. “Temos um centro de endemismo lapidado ao longo de milhares de anos. Condições topográficas acidentadas possibilitaram maior isolamento e tornaram o local gerador de espécies de anfíbios, aves, plantas, morcegos e diversas outras”, afirma Machado.

 
Tiro no pé
 
As ameaças, infelizmente, estão por toda parte. Ao sopé da serra, pode-se citar a substituição da vegetação natural por monoculturas, principalmente a de eucalipto. Essa tendência é acentuada pela necessidade de abastecimento dos alto-fornos das indústrias siderúrgicas da Companhia Vale do Rio Doce.

A expansão urbana e ocupação desordenada também trazem impactos negativos consideráveis, somadas à falta de infra-estrutura para receber o fluxo turístico crescente. Para Ricardo Machado, “o ideal é que o controle e planejamento desses processos sejam realizados no nível das administrações municipais”.

A vocação minerária é vista como o maior risco à biodiversidade da Serra do Espinhaço. Minério de ferro, ouro, diamante, manganês, quartzito, cromo e diversos outros são encontrados em diferentes pontos do maciço. Uma situação, em particular, tem tirado o sono dos ambientalistas nos últimos tempos: a instalação da MMX Minas-Rio Mineração Ltda. nos municípios de Conceição do Mato Dentro, Serro e Alvorada de Minas.

 
Recursos escoados
 
Com pretensão de começar a operar em 2009, o empreendimento compreende a instalação de uma usina de concentração em Minas e um mineroduto de 525 quilômetros de extensão, que levará o minério até o município fluminense de São João da Barra. As preocupações referem-se principalmente ao volume de água que será bombeado pelo mineroduto — que pode chegar a 5 cinco milhões de litros por hora  — e à descaracterização de uma das mais belas regiões da Serra do Cipó.

“O Espinhaço é, por si só, um corredor ecológico extremamente delicado. Em uma intervenção desse porte, sua complexidade biogeográfica não pode ser pano de fundo, mas deve encobrir qualquer tipo de empreendimento”, alerta Miguel Andrade.

Apesar de reconhecer a necessidade de desenvolvimento econômico, o conceito de reserva da biosfera não admite que esse crescimento seja perseguido a qualquer custo. Mesmo os benefícios oriundos da instalação de um empreendimento de grande porte em uma área com as características da Serra do Espinhaço, podem e devem ser questionados. A geração de empregos para a população, por exemplo, esbarra no problema da baixa qualificação da mão-de-obra local. Além disso, o aumento da arrecadação do município não significa, necessariamente, maiores investimentos em projetos socioculturais e ambientais na região. Há sempre o risco eminente de que esses recursos sejam escoados pelo mineroduto, junto com a água do Rio do Peixe.

 

 
Alguns exemplares que representam a biodiversidade da Serra do Espinhaço.
 
Nome científico: Vellozia gigantea
Nome popular: Canela-de-ema gigante
Características: Endêmica, pode atingir até seis metros de altura. Nos ramos mais altos, crescem outras plantas também endêmicas, como a microorquídea Constantia cipoensis. Altamente inflamáveis, são ameaçadas por queimadas induzidas por criadores de gado e pelo extrativismo vegetal. Principalmente na região da Serra do Cipó, derrubam-se canelas-de-ema gigantes para coletar orquídeas e comercializá-las.
 
Nome científico: Peripatus acacioi
Nome popular: Onicóforo
Características: Endêmico, o organismo invertebrado é considerado um verdadeiro fóssil vivo por conservar as mesmas características há 500 milhões de anos. Esse fato faz dele a mais antiga espécie em vida no planeta. Acredita-se que esse animal primitivo seja o ancestral comum de anelídeos e artrópodes. A Estação Ecológica do Tripuí, em Ouro Preto (MG), foi criada especialmente para conservar a espécie, em razão de seu imenso valor científico.
 
Nome científico: Chrysocyon brachyurus
Nome popular: Lobo-guará
Características: Apresenta hábitos solitários e noturnos, vive cerca de 13 anos e se alimenta de aves, pequenos mamíferos, roedores, répteis, insetos e frutos. Tem pelagem vermelho-dourada e uma crina negra que se estende do alto do crânio até as primeiras vértebras lombares. Um adulto pesa de 20 a 30 kg e mede entre 145 e 190 cm de comprimento e 80 cm de altura. Espécie de canídeo típica do cerrado, o lobo-guará conta com membros longos e ágeis, que lhe proporcionam facilidade de locomoção em relevo acidentado. Doenças transmitidas por cães domésticos, atropelamentos, caça predatória e a degradação de seu habitat natural são as principais razões que levaram o lobo-guará ao risco de extinção.
 
Nome científico: Paepalanthus
Nome popular: Sempre-viva
Características: O Paepalanthus sp é uma espécie de sempre-viva da família Eriocaulaceae, escolhida como símbolo da Reserva da Biosfera da Serra do Espinhaço. As sempre-vivas, como o próprio nome sugere, têm a capacidade de se desenvolver em ambientes pouco fecundos e manter suas características vitais mesmo depois de colhidas e secas. A facilidade de acondicionamento e transporte, no entanto, ameaça sua sobrevivência, em função das práticas extrativistas para fins de artesanato e comercialização. A Serra do Espinhaço abriga 70% das espécies de sempre-vivas conhecidas no mundo, segundo dados do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis. As flores tornaram-se fonte de renda de diversas comunidades desde a década de 30, principalmente na região do município de Diamantina (MG), onde o Parque Nacional das Sempre-Vivas foi criado, em 2002, com o objetivo de conter a redução das populações de plantas na natureza. Estudiosos alertam para a necessidade de se criar alternativas de renda para as comunidades que têm na atividade sua principal fonte de sobrevivência.
 
Nome científico: Asthenes luziae
Nome popular: João-cipó
Características: Espécie de ave endêmica da região da Serra do Cipó, o joão-cipó vive entre os afloramentos rochosos dos campos rupestres, a uma altitude média de 900 a 1,5 mil metros. Com o dorso marrom escuro e o ventre cinza, sua cauda mede cerca de 92mm (1,25 o tamanho da asa).
 
Nome científico: Augastes scutatus
Nome popular: Beija-flor-de-gravata-verde
Características: Espécie endêmica das porções central e sul da Serra do Espinhaço, mais comum acima de mil metros de altitude.
 
Nome científico: Hyla cipoense
Nome popular: Perereca-de-pijama
Características: XXXX
 
Nome científico: Arthrocereus glaziovi
Nome popular: XXX
Características: Espécie de cacto endêmico da região da Serra do Rola Moça.
 


Cachoeira Grande na Serra do Cipó em aquarela de Mário Zavagli.


Animais raros, insetos, répteis e anfíbios formam a extensa rede da vida silvestre ao longo da Serra do Espinhaço, que pode ser considerada a única cordilheira brasileira.

O elegante lobo-guará luta pela sobrevivência em váriospontos da Serra do Espinhaço.


As populações locais precisam ter participação efetiva na constituição das políticas públicas sociais, culturais e ambientais.

Veredas do Parque Estadual das Sempre-Vivas e a Mata do Jambreiro nos arredores de Belo Horizonte: retrato da biodiversidade do maciço do Espinhaço.

Canela-de-ema, Vellozia sp. Exemplo de espécie que ocorre em todo o maciçø do Espinhaço.


O Beijo-flor-tesoura em momento que representa todo o esplendor da natureza ainda intacta.

O vasto e rico quintal de Belo Horizonte por Marcela Vilas Boas.


Fauna e flora ricas e diversificadas por todos os recantos da Serra do Espinhaço, que começa na Serra de Ouro Branco e termina na Chapada Diamantina na Bahia.