No rumo dos diamantes

Por Silvio Antonio Lourenço
Fotos Henry yu
 
A primeira aventura de dois ciclistas que percorreram a Estrada Real foi pedalar de Belo Horizonte a Diamantina. Esta saga é descrita aqui por um dos protagonistas.
 

Toda criança sonha com uma bicicleta e comigo não foi diferente, aprendi a andar, mas não tive uma. Só mais tarde, já adulto, é que voltei a me interessar pelas bikes. No princípio pedalava com bike emprestada pelos amigos, mas com o tempo comprei a minha, e fiz minha primeira viagem mais longa, aproximadamente 100 km. Eu e meu saudoso amigo Beto fomos de Belo Horizonte a Brumal, que fica aos pés da Serra do Caraça. Esta viagem se tornou uma tradição entre nós, e já vamos para 10 anos fazendo este trajeto.

Mas nem tudo são ou foram flores neste período. Em 26 de agosto de 2000 sofri um acidente de bike, atravessei um cruzamento sem prestar a devida atenção, e um Santana me jogou literalmente para o alto. Caí de ponta e tive esmagamento da medula. Não mexia um músculo sequer, naquela hora eu não sentia meu corpo do pescoço para baixo. Pedi  para colocarem uma camisa entre meu rosto e o asfalto quente enquanto aguardava o  resgate,  e passei um dos piores momentos de minha vida. Uma sensação de impotência, um corpo morto. Mas logo mudei a atitude e já comecei a luta pela recuperação. O pessoal do Resgate chegou e tomaram as primeiras providências. Graças a Deus era uma equipe excelente. Me levaram ao Pronto Socorro e de lá para o Hospital das Clínicas, onde fui muito bem atendido e depois de 4 dias internado, voltei para casa. Os médicos custavam a acreditar que voltaria a andar, quanto mais a pedalar. Foram quase 4 meses de esforço, fisioterapia, comida na boca, barba e banho dado por filhos e a esposa, mas consegui. Aos poucos fui tomando coragem, que nunca perdi, e voltei a pedalar e a sonhar com uma viagem.

 
Amigo de pedal
 
O tempo foi passando e com ele veio o início do Projeto da Estrada Real, e aquela região entre BH e a Serra do Caraça, que inclui Sabará, Caeté, Morro Vermelho, Barão de Cocais, Brumal e Catas Altas, fazem parte. E isto me chamou a atenção, pois sempre ouvia comentários de pessoas que faziam algumas viagens de bike. Um dia, no trabalho, um amigo me mostrou um anúncio em um jornal, onde um médico oferecia a oportunidade para 30 ciclistas fazerem o percurso entre Lagoa Santa a Diamantina. Fiquei super interessado, mas os custos do passeio na época fugiram ao meu orçamento, R$ 500,00, com direito a pousada, almoço e a uma equipe de apoio com médicos e mecânicos.

Fui amadurecendo a idéia de percorrer a ER, e chamei meu amigo de pedal, Amador Caiafa, para juntos e por nossa conta fazermos tal viagem. A nós juntaram mais duas pessoas, que iriam em um carro de apoio, o Marcos “Pato” e seu irmão Cláudio.

 
Pedalar por estradas de terra — de BH à Serra do Cipó

Amador e eu já tínhamos uma certa experiência em pedalar por estradas de terra, pois como já foi dito, fazemos o trecho entre Belo Horizonte a Brumal. Depois de algumas reuniões para acertamos os detalhes como roteiro, locais para as paradas, combinamos a saída no dia 19 de janeiro de 2005, uma quarta-feira, pra fugir do trânsito intenso nos finais de semana entre BH e Lagoa Santa. Saímos às 6h do bairro Santa Inês já montados em nossas bikes. Passamos por Lagoa Santa, ainda no meio da manhã, e continuamos rumo a Serra do Cipó. Neste trecho da estrada, que é bem estreita e requer uma atenção redobrada, pegamos uma chuva que chegava a doer na pele, tamanha a intensidade. Ainda debaixo desta chuva, paramos num bar de beira de estrada para um café e um conhaque, pra esquentar o peito e os ossos. Fomos mais que bem atendidos pelo dono do estabelecimento, que nos serviu o verdadeiro “dois dedos” de conhaque: entre o dedão e o dedo mindinho.

Quase em Santana do Riacho, nossa equipe de apoio finalmente nos alcançou. Um ligeiro bate-papo e eles seguiram na frente pra reservar a pousada onde faríamos o primeiro pernoite. Esta primeira parte da viagem é feita toda por asfalto e não levou mais que 6 horas. Depois de instalados na Pousada Canto Verde, do amigo Cristiano, lugar aprazível e aconchegante, que ainda conta com uma um restaurante, uma venda e um loja de artesanatos, seguimos até o “centro” de Santana pra almoçar uma bela de uma macarronada. Nesta venda encontramos uma figura folclórica na região, o Seu Bigu. Ele todos os dias, faça chuva ou sol, ele vai lá fazer sua resenha. Pela manhã chega as 11 horas e a tarde, as 16 hs.

 
Aos pés da Serra do Cipó
 
Ali, aos pés da Serra do Cipó, você tem várias opções de lazer. Caminhadas, cachoeiras, passeio pelo Parque Nacional da Serra do Cipó, restaurantes e pousadas pra todos os gostos. O turista conta também com várias agências de turismo para guia-los pela região.

Voltamos para a pousada e demos a partida no nosso “Kit Sobrevivência”, pois  ao contrário da maioria dos ciclistas e esportistas, nós unimos o útil ao agradável, o prazer de pedalar pelas estradas de Minas, e o prazer de apreciar uma boa bebida. E nosso “kit” constava de duas garrafas de tequila (uma branca e outra amarela), um Johnny Walker, um Curt Sak, um White Horse e uma legítima Havana. Na primeira noite, por uma indicação do Cláudio, profundo apreciador desse néctar, o Curt matou nossa sede.

E ali o Amador começou a cantarolar uma canção que se tornou uma espécie de hino nesta viagem. Como temos alguns amigos do Serro, que se reúnem para um bate papo nos bares do Santa Inês (BH), um deles, o Fiuca, que até chora quando ouve esta música, ensinou o refrão ao Amador. E que é assim:  “Se o Rei mandou chamar/ Diga a ele que Eu vou/ No Palácio da Rainha nunca vi tanta fulo”.

E passamos a procurar um CD com esta música. Mas foi difícil, como será contado mais a frente.
 

Oferta da carona na bike — do Cipó a Conceição do Mato Dentro
 
Combinamos com o Cristiano o café bem cedo pra nossa viagem até Conceição do Mato Dentro. Café reforçado, nosso apoio sai na frente. O tempo ameaçava chuva, que não veio, e aí nós das bikes é que faríamos o apoio ao pessoal de carro. Eu e Amador seguimos na frente, passamos por Cardeal Mota, onde duas meninas pediam carona. Um bom dia e a oferta da carona na bike, claro que recusada. A subida da Serra do Cipó foi uma das mais belas vistas de toda a viagem. A cada curva a vista era deslumbrante, e lá de cima o panorama é de tirar o fôlego. Nesta primeira viagem a estrada era uma mistura de asfalto e terra, hoje é toda pavimentada. A subida da serra do Cipó, até próximo a estátua do Juquinha foi feita com bloquetes de cimento, e o restante, até Conceição do Mato Dentro é asfalto.

A estrada fica boa e Pato e Cláudio aproveitam pra dar uma acelerada, quando novamente nos encontramos, já próximo ao trevo de Morro do Pilar, é para bater um papo sobre o visual, recuperar o fôlego e pra aquele gole na tequila. Motor lubrificado, pé na estrada. O percurso entre Cardeal Mota e Conceição é de subidas e descidas fortes, mas de uma beleza absoluta.

 
Procissão em frente ao bar
 
E como tudo que sobe tem de descer. A chegada a Conceição do Mato Dentro é uma delícia. A bike chega a uma velocidade de 80 km. E numa dessas descidas, Pato e Cláudio já nos esperavam sentados num boteco, saboreando um tira-gosto e uma gelada. Paramos pra uma coca, uma beliscada num pedaço de carne e seguimos em frente. Já na cidade, como de costume, a pousada escolhida para o pernoite tem de ser aprovada por todos, e o lugar escolhido foi um sobrado que abriga a Pousada Imperial, de propriedade do Seu Garoto, que também é dono do hotel em frente e de um conjunto de música.

Pra nossa sorte nossa, só a gente de hospedes. O almoço foi na churrascaria da Didi, e depois muita prosa com o pessoal da região. Foi durante este almoço que ficamos conhecendo as meninas que passamos em Cardeal Mota, pedindo carona, Juliana e Kelly, estudantes de Turismo da Newton de Paiva, que faziam a mesma rota, só que a pé, para uma monografia sobre a Estrada Real. De repente uma procissão passa em frente ao bar, e é costume nas cidades do interior o comércio cerrar as portas a sua passagem. Passa procissão, cai a tarde, entra a noite e a conversa vai ficando  animada. A esta altura o Amador já tinha se juntado a nós e sempre puxava nossa canção: “Se o Rei Mandou Chamar...”.
 

Uma cachaça e os tira-gosto
 
Saímos da frente do bar, e  instalados lá no “fundinho”, a tequila descia macia, entrecortada com uma cachaça e os tira-gosto feito no fogão a lenda. Como era feriado em Conceição, dia de São Sebastião (meu santo de devoção, e a quem pedi proteção para nossa viagem), fomos a uma feira onde a cidade fazia sua tradicional festa e leilão, com fazendeiros doando desde porcos, cavalos e vacas a saca de café, arroz, feijão, para angariar fundos para comunidades carentes. Voltamos a nossa pousada pra reabastecer nossos copos e canecas  e para que Juliana e Kelly conhecessem nosso reduto. Foi um riso só... nós estávamos pagando R$ 25,00 cada um pelos aposentos, e as duas juntas pagavam uns R$ 15,00 pelo muquifo onde estavam. Saímos de lá e fomos conhecer que lugar era este.

Cara! E que lugar. Era um porão de uma casa, o ambiente era espaçoso e simples, só contando mesmo com as camas. O proprietário colecionava antiquidades, ele próprio uma peça rara. Ficamos por lá algum tempo, o suficiente para o Cláudio aprontar mais uma com a chave do quarto. Trancou as portas com a chave do lado de dentro, e teve de pular por uma brecha para pegá-la. Não vi a cena, mas quem viu disse que foi hilário. Ainda percorremos alguns butecos da cidade, onde conversamos com as pessoas da região.

Resolvemos aproveitar as belezas de Conceição e também para conhecer a famosa cachoeira do Tabuleiro, e ficamos mais um dia na cidade. Na manhã seguinte fomos todos ao lugarejo que dá nome a cachoeira, e que fica a 19 km de Conceição. O arraial é muito bonito e bem estruturado. Chega-se de carro até quase a entrada do Parque, e o restante do caminho é feito a pé. Descrever o percurso é difícil através das palavras, tamanha as belezas, e quanto mais próximo da cachoeira, mais difícil é o acesso. Mas a visão daquela queda dágua é inesquecível. Chegamos até o lago que se forma bem debaixo da cachoeira, e foi hora de dar aquele mergulho. Na volta paramos no restaurante e enquanto apreciávamos uma lingüiça com mandioca,  uma cerveja e uma cuba-libre, o Amador puxou a canção, e o dono e toda a família não acreditou que era aqueles forasteiros que cantavam tão bem uma música de Congado. No meu caso não era novidade, pois minha avó Artulina, era rainha do Congado, isto no início dos anos 70, quando estas manifestações Culturais ainda eram forte na capital. E olha que ele teve de fazer uma mini-apresentação com o raspa-espada e tudo.

Voltamos para Conceição, exaustos mas com a alma lavada. E foi quando demos mais um desfalque no Kit Sobrevivência. Lá se foi um “cavalinho”...

 
De Conceição ao Serro — estrada maravilhosa
 
Agora nosso destino é o Serro. Juliana e Kelly estavam indo para Alvorada de Minas, que fica a uns 30 km. Como tínhamos uma bike reserva, a Kelly pedalou este trecho em nossa companhia, Juliana foi de carro ouvindo o CD de Garoto e Banda. É isto mesmo, nosso anfitrião em Conceição também é músico. Estrada maravilhosa, tranqüila, fácil de pedalar. Por algum tempo era possível pedalar ao lado do carro e acompanhar a trilha sonora, e lembro perfeitamente que nesta hora a música era do Pink Floyd. Passamos no trevo de um arraial que leva o nome de Sapo, e que vale a pena uma visita.

No trevo onde nos separamos tem um bar, que na época ainda não tinha nome e hoje é o Cangas e Candeias, do Valmir. Um bom lugar para um pit-stop, reabastecer as energias e tomar um Gatorade  E a pouco mais de 300 metros dali, você chega ao bar do irmão do Valmir, o Dé. Ali Juliana e Kelly seguiram para Alvorada de Minas. Pato e Cláudio deram uma carona a elas até a cidade. Eu e Amador seguimos o trajeto original, e fomos para o Serro. Não tínhamos andado 1 km quando cruzamos com um “japonês voador”. Pára daqui, pára dali e uma rápida troca de informações com o “japa”, um paulista solitário, também de bike,  que fazia o caminho inverso: Diamantina a Ouro Preto. Fotos com a digital, troca de e-mail e boa viagem, até um dia amigo.

Ele nos deu a dica de uma venda na beira da estrada, onde encontraríamos água gelada, e uma sombra pra descansar, pois aquela hora o sol estava a pino. Realmente, o lugar foi uma benção. Até eu bebi água. Mais pedaladas e num dos muitos riachos a beira da estrada, paramos pra refrescar o calor. Molhei o rosto, a bandana que protege do capacete. Mas o Amador fez melhor: tirou somente a mochila e deitou no riacho do jeito que estava: capacete, roupa, luvas e sua sapatilha. Meia hora depois já estava seco. Neste ponto você tem a opção de seguir pelo estradão direto ao Serro, ou entrar para Córregos, Tapera e Itapanhoaconga Seguimos pelo estradão, com as fazendas margeando a estrada. Ainda vou voltar para fazer este trajeto.

 
Festa de São Sebastião
 
Chegamos ao Serro com outra festa de São Sebastião, mais uma. Êta maravilha. O lugar escolhido para o pouso foi a Pousada do Príncipe, que fica na principal rua da cidade. Quer dizer: era festa dia e noite. Depois de instalados, saímos para conhecer a cidade, suas Igrejas e monumentos e almoçar a gostosa comida mineira: frango ao molho pardo. E nossa busca por um cd com músicas da região continuava, e nada. Mas um garçon deste restaurante conseguiu uma cópia em fita cassete para nós.

A noite, na Igreja de Santa Rita, que tem uma escadaria e é um dos cartões postais do Serro, teve uma queima de fogos que nos deixou maravilhados. O detalhe que é a mesma pessoa que fazia o show pirotécnico, era dono de uma loja de móveis (bem em frente a nossa pousada) e ainda dirigia o carro funerário da cidade.

Depois do show e de algumas voltas pela cidade, voltamos ao nosso “kit sobrevivência” e o escolhido foi um Johnny Walker, e ao sabor do nem tão velho Red, não percebemos a noite passar, acompanhada de várias cachaças da região e muito tira gosto. Na manhã seguinte fomos de carro até Milho Verde, pra fazer um reconhecimento da estrada e aproveitar as delícias daquele lugar paradisíaco.
 

“Rei mandou chamar”
 
 Em Milho Verde fomos ao lajeado, em várias cachoeiras e almoçamos na pousada das 3 irmãs. E durante uma conversa com uma das filhas da proprietária, Maria dos Prazeres, e depois de mais uma vez cantar o “rei mandou chamar”, finalmente encontramos o tal CD. Ela tinha um em casa, e vendeu para gente. Ali foi o local onde percebemos que as pessoas estão mais empenhadas no Projeto da Estrada Real, com muitas reuniões, uma sala com computador e internet, e um intercâmbio muito forte com o Instituto Estrada Real.

E não posso deixar de falar da Capela de Nossa Senhora do Rosário, que fica num largo e onde a vista é deslumbrante. Na volta ao Serro, cruzamos com quatro andarilhos, vindos de Itabira e com destino a Diamantina. Uma chuva ameaçava toda a região, acho que eles a pegaram antes mesmo de chegar a Milho Verde.

O Serro foi o lugar onde encontramos as figuras mais exóticas. O Loirinho, que na verdade é um negro com o cabelo pintado de amarelo, e que  andava no meio da procissão e ainda brigava com as pessoas que mexiam com ele. Gente muito boa. Outro sempre que perguntado “e aí, como vai, tudo bem?”,  respondia:  Tá Comigo ta com Deus, e a Kong, uma andarilha que divertia a meninada da cidade, e que mandava beijos para a nós, lá da janela do hotel, mas quando ameaçávamos descer, ela corria. Com muito custo, conseguimos tirar uma foto com ela. E sabe o que ela me disse quando me sentei ao seu lado? “Não vá se aproveitar de min não tá!”. Uma figura encantadora.

O movimento no Serro foi diminuindo, a madrugada chegando, e nós aproveitamos para um último descanso, antes de partir para a estrada.
 
 
São Gonçalo do Rio das Pedras
 
Levantamos às 5h30 e os primeiros raios de sol já nos pegaram na estrada, que é muito bonita, com um grau de dificuldade acentuado. Na chegada em Milho Verde tem uma subida de mais ou menos 1,5 km que é quase em pé. Mas vencemos o morro e procuramos uma venda para um reforço no café da manhã. Agora era São Gonçalo do Rio das Pedras. Faz jus ao nome, pois suas ruas são feitas de pedras,  uma maior que a outra. Péssimo pras bikes. Já li muitos comentários de pessoas que fizeram a viagem de Diamantina a Paraty, e dizem que São Gonçalo é a cidade mais bonita em todo o percurso, e realmente é.

Depois de São Gonçalo seguimos entre vales, formações rochosas que lembravam um parque dos dinossauros. Do alto de um morro avistei o Rio Jequitinhonha, e uma ponte que o corta, o visual é tão bonito que me tirou o fôlego, e deu novo ânimo a viagem. Pra mim seria o  cartão postal desta viagem. Comparável, talvez as planícies que cortamos na chegada a Diamantina, ou ao descortinado do alto da Serra do Cipó, ou ainda a cachoeira de Tabuleiro.
 

Diamantina, um sonho realizado
 
Já avistando Diamantina e debaixo de um sol forte que fiz a pergunta crucial ao Amador. Você faria novamente esta viagem? E ele, cansado, esgotado, meio que sem pensar respondeu: Não.

Diamantina. Um sonho realizado. Nos abraçamos e comemoramos esta primeira viagem. O cansaço se mostrava agora em todo seu esplendor, mas a felicidade, a alegria era maior que tudo isto. Pelo celular encontramos o Pato em frente ao Antigo Mercado, com uma cerveja gelada, o meu suco e um tira-gosto. Fomos a pousada que eles já haviam providenciado, onde depois de um banho, fomos almoçar. O prato escolhido foi costelinha, e com a licença do garçon, abrimos famosa Havana. No primeiro gole achei parecida com as cachaças da região, mas no segundo nota-se a diferença. The Best.

 A noite foi curta. Uma volta pelos arredores, uma chuvinha fina caia sobre a cidade, ainda fomos a um ensaio de um bloco de carnaval e depois cama. No dia seguinte fomos até Biribiri. Um paraíso esquecido num canto do mundo. Ninguém na vila, a não ser os dois funcionários, que também dividem as atenções com suas vendas. E pra não provocar ciúmes, ficamos uma hora na primeira e mais uma na segunda venda. Pastel, cerveja e pinga na primeira, e lingüiça com torresmo e cachaça na segunda.

Voltamos a Diamantina para o almoço de gala: frango ao molho pardo, com ora-pro-nóbis e angu, mais uma vez a Havana está na mesa. Antes passamos num bar que na noite anterior o proprietário fez uma propaganda danada do tal drinque chamado Canguru. Tomamos, mas o canguru não quis pular. Vamos tomar nossa Havana que é muito melhor.

Como diz o ditado: barriga cheia pé na areia. Com as bikes bem amarradas ao carro, voltamos felizes e cheios e histórias a BH. Mas se a estrada de terra é uma beleza, a saída de Diamantina pelo asfalto também é uma sucessão de belas imagens.




Aos pés da Serra do Cipó são várias as opções de lazer: caminhadas, cachoeiras, passeio pelo Parque Nacional da Serra do Cipó, restaurantes e pousadas pra todos os gostos.


Por todos os recantos do caminhos dos diamantes descobre-se uma grande variedade de cachoeiras.

As primeiras aventuras de bike foram rumo a Brumal, que fica aos pés da Serra do Caraça.


Diamantina (com o pico do Itambé ao fundo), chegada triunfal.

Aos pés da Serra do Cipó são várias as opções de lazer: caminhadas, cachoeiras, passeio pelo Parque Nacional da Serra do Cipó, restaurantes de pousadas para todos os gostos.


O relevo acidentado, formado por encostas rochosas, é uma característica do município de Conceição do Mato Dentro.

Cachoeira do Tabuleiro (município de Conceição do Mato Dentro), com  273 metros, a Maior de Minas Gerais.


Capela do Nossa Senhora do Rosário, em Itapanhoacanga.

Foto aérea que sintetiza todo acidentado relevo da região desbravada pelos ciclistas.


Os principais atrativos turisticos:

Ciclitas em um dos marcos da Estrada Real.

Pausa na Serra do Cipó.


Passagem pela estátudo do Juquinha na Serra do Cipó.

A Cachoeira do Tabuleiro.


Forte subida nos confins do caminho dos diamantes.

Procissão da festa de São Sebastião.