Preciosa Viagem

Belo e rico patrimônio histórico, arte,  artesanato, arquitetura, deliciosa culinária e natureza exuberante: esses são os grandes atrativos dentro dos domínios da Estrada Real em torno dos circuitos do Ouro e da Serra do Cipó, regiões muito próximas a Belo Horizonte. 


Reportagem Letícia Fassy
Fotos Henry Yu, Fernando Piancastelli

As estradas reais têm sua origem no século XVII, quando a descoberta e a necessidade de transportar o ouro, a busca dos homens pelo enriquecimento e a necessidade da coroa portuguesa em assegurar sua mina e cobrar o quinto, resultaram na criação de um caminho planejado conforme modos europeus, acrescido de mais vias à medida que se descobriam diamantes. Com o esgotamento das minas no final do século XVIII, a chegada dos trens de ferro e, mais tarde, as estradas asfaltadas, as estradas reais viraram memória. Hoje, elas estão sendo recuperadas por organizações e estudiosos; e uma delas, a Estrada Real, está sendo transformada pelo Instituto de mesmo nome, em um circuito turístico.

Surgiu então uma irressitível oportunidade para os turistas descobrirem belezas históricas e naturais ao longo das antigas rotas situadas nos arredores de Belo Horizonte.


Ouro Preto

Antiga capital mineira, Ouro Preto é Patrimônio  Artístico e Cultural da Humanidade. Tendo suas bases fundadas na busca pelo ouro setecentista, a antiga Vila Rica do Pilar é símbolo de cultura e religiosidade, encontradas em cada pedaço de suas magníficas construções. Por um longo período ostentou famílias nobres e atraiu ambiciosos pela busca da riqueza prometida pelos áureos tempos da exploração do ouro.

Andar pelas ruas estreitas e calçadas de Ouro Preto, atravessar a cidade até a Praça Tiradentes, é como que viajar no tempo. Os casarões sussurram história e o passado ainda é conservado na arquitetura barroca tão bem representada por obras de grandes artistas mineiros.

A cidade, apesar de sofrer constantes depredações principalmente pelo grande fluxo carros e caminhões circulando no centro histórico, preserva costumes, tradições e oferece aconchego em diferentes tipos de pousadas  e bons hotéis, além de uma deliciosa culinária tipicamente mineira.

O Museu da Inconfidência, construído em 1784, abrigava a antiga Casa de Câmara e Cadeia de Vila Rica e é um dos mais representativos e bem conservados exemplares da arquitetura mineira do século XVIII.

A Igreja de Nossa Senhora do Carmo (1776) se destaca por sua única e inigualável ornamentação em azulejos típicos vindos diretamente de Portugal. Seu interior é abençoado com os altares laterais moldurados por Aleijadinho e a pintura do altar-mór, de Manuel da Costa Athayde — dois gênios da arte barroca brasileira. Logo ao lado da igreja encontra-se o Museu do Oratório, casa em que Aleijadinho viveu seus últimos anos de vida. Mais de 160 oratórios e trezentas imagens sacras fazem parte de seu acervo.

Ponto alto da arquitetura colonial brasileira, a Igreja de São Francisco de Assis foi construída em 1767 e é a grande obra-prima de Aleijadinho. Autor do projeto do altar-mor, dos púlpitos, do frontispício e das esculturas internas, Aleijadinho divide mérito com Athayde, responsável pela pintura, no forro interior da igreja, de uma Virgem de Porciúncula, caracterizada com os traços negros de sua concubina, cercada por pequenos anjos mestiços. Em sua fachada externa, as torres cilíndricas, a Cruz de Lorena e os entalhes do medalhão na porta são os detalhes que impressionam. Também são de Athayde as pinturas em madeira semelhantes a azulejos encontradas nas laterais.

E como ouro é sinônimo de riqueza e a origem dela está, na maioria das vezes, no trabalho escravo, é claro que Ouro Preto não poderia deixar de ter a sua Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos. Construída entre 1733 e 1785, segundo a tradição, a mando de um escravo alforriado chamado Chico Rei, a igreja se difere das outras por não possuir o luxo da ornamentação em ouro, mas sim esculturas em madeira representativas da cultura e memória africanas. A fachada simples destaca uma imagem de Nossa Senhora do Rosário esculpida por Aleijadinho.

Construída entre 1782 e 1784, a Casa dos Contos, com sua bem conservada arquitetura civil colonial, era a moradia de um antigo comerciante. Hoje restaurado, o casarão tem uma monumental escadaria em cantaria e sua estrutura interna conserva ainda belas pinturas em seu forro.


Lavras Novas

Lavras Novas é um pequeno vilarejo situado a 18 km de Ouro Preto, lugar de casas simples, natureza exuberante, boa comida, e belas cachoeiras. Passear em Lavras Novas é ir ao encontro da paz. Sua rua principal concentra os ateliês dos artesãos da cidade que multiplicam a natureza em seus trabalhos feitos em folhas de coqueiro, cipó trançado, cortinas de casca de jacarandá e balaios de palha. A madeira nobre, como o cedro e o mogno também é muito utilizada na elaboração de esculturas, sobretudo anjos e santos que o artista prefere deixar natural, sem pintura.

Construída em 1704, a Igreja de Nossa Senhora dos Prazeres é o marco principal de Lavras Novas, porém suas instalações encontram-se bastante desfiguradas. Apenas o piso de tijolos da sacristia e o cruzeiro de pedra do adro são originais. Para visitá-la, é preciso pedir ao seu  guardião, chamado Ademir, a grande chave de ferro que abre a porta do templo.

Lavras Novas troca seus ares serenos nos finais de semana quando a cidade é tomada por atrações musicais como bandas de forró, o contagiante e alegre ritmo originário da região nordeste do Brasil. O vilarejo ainda conserva a tradição de algumas festas populares e religiosas. O carnaval e a folia de reis figuram entre as mais importantes do calendário, mas a melhor de todas é a festa de Nossa Senhora dos Prazeres e do Divino, realizada sempre no mês de agosto. A festa é embalada por procissões e apresentações de congadas, marujadas e reisados, manifestações típicas do folclore mineiro.


Mariana

Próximo a  Ouro Preto localiza-se Mariana, antiga Vila Real de Nossa Senhora do Ribeirão do Carmo. Mariana, nome em homenagem à rainha de Portugal dona Maria Ana, foi sede da capitania de São Paulo e Minas do Ouro entre 1711 e 1720.

Primeira cidade planejada de Minas, Mariana possui ruas largas e praças arborizadas que ostentam algumas das maiores preciosidades do barroco mineiro. Seu estilo colonial pode ser apreciado nas figuras dos casarões da rua Direita. Muitos deles são hoje museus ou centros culturais, como a Casa Setecentista, sede do Iphan, que abriga um acervo de mais de 50 mil documentos dos séculos XVIII a XIX.

No Museu Casa de Alphonsus de Guimarães estão expostos objetos pessoais, mobiliário de época, livros, manuscritos e fotografias deste poeta mineiro. Mariana é caminhar e observar para não deixar passar nem um detalhe, como a sacada em pedra-sabão da Casa do Barão de Pontal e a composição formada na praça Minas Gerais pela igreja de Nossa Senhora do Carmo, construída em seu centro, a de São Francisco de Assis, erguida perpendicularmente e a Casa de Câmara de Cadeia.


Congonhas

Mais uma cidade advinda da busca pelo ouro, Congonhas já foi umas das mais ricas localidades do século XVIII. Como todos os outros lugarejos, sua decadência se deu pelo declínio da exploração aurífera. Porém, a mineração de ferro surgiu como alternativa que sustentaria a economia de Congonhas até os dias de hoje.

Hoje, a maior riqueza de Congonhas ainda permanece preservada: o Santuário de Bom Jesus do Matosinhos, constituído pela basílica de Bom Jesus de Matosinhos e pelos passos de Cristo. Os doze profetas de pedra-sabão dispostos no átrio da igreja são umas das mais famosas obras de arte esculpidas pelo mestre Aleijadinho. Também de sua autoria são as imagens dos passos de Cristo, representadas por pequenas capelas que pontuam o caminho até a basílica. Reconhecido pela UNESCO como Patrimônio Cultural da Humanidade, o Santuário é um dos mais espetaculares monumentos religiosos do mundo, representado pela arte barroca.


Sabará 

Sabarabuçu era o  nome arraial fundado em 1674. Nessa época, era possível encontrar ouro nos veios do hoje pálido rio das Velhas. Foi bem perto dali que se deram as primeiras descobertas.

Do encontro entre o rio Sabará com a cidade, o lugarejo situado em um vale é hoje uma cidade populosa e movimentada.

Ainda assim, mantém preservado o acervo barroco do interior de suas igrejas, grande parte tombado pelo Patrimônio Histórico Nacional.

O Teatro Municipal de Sabará, construído em estilo inglês, é um dos mais antigos do país, inaugurado em 1819. Anteriormente, sua construção abrigava a antiga Casa de Ópera, abandonada em 1783 com o declínio da exploração do ouro. De estrutura bem preservada, o teatro já recebeu as ilustres visitas dos imperadores Pedro I e Pedro II.

A Igreja  de Nossa Senhora do Ó encanta pelo contraste entre a simplicidade da fachada com a riqueza do interior, típica da arte barroca. Destaque para as cores vermelha e azul e as pinturas em dourado com influência da arte oriental.


Nova Lima

A história de Nova Lima se confunde com a exploração aurífera na Mina de Morro Velho, principalmente quando era explorada, a partir de 1834, pelos ingleses da Saint John del Rey Mining Company. O legado deixado pelos britânicos está na arquitetura das casas do Bairro Quintas dos Ingleses, parte delas do século XIX. Também muito interessante é o bicame do Rego Grande - construída pelos ingleses para a lavagem do ouro na mina. As águas do Ribeirão dos Cristais chegavam à mina escorrendo pela banqueta de 4 676 metros de comprimento. Outra atração é Matriz de Nossa Senhora do Pilar, dona de magníficos altares esculpidos por Aleijadinho, tirados pelos ingleses da Fazenda Jaguara, localizada no município de Matozinhos. Ainda vale registrar a importância da Igreja Anglicana, construída em 1830 em estilo normando com materiais vindos da Inglaterra.


São Sebastião das Águas Claras e Jambreiro

Também conhecido como Macacos, o distrito de São Sebastião das Águas Claras é um recanto de muitos riachos, cachoeiras e natureza exuberante. É um lugar repleto de restaurantes que oferecem desde a culinária mineira até a cozinha internacional. A principal herança do descobrimento da região, em 1765, é a capela de São Sebastião das Águas Claras, do século XVIII, com belas e singelas imagens sacras esculpidas em madeira de seu acervo.

Uma das principais reservas florestais da Grande Belo Horizonte fica próxima à Nova Lima, localizada na encosta Sul da Serra do Curral. A Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) do Jambreiro tem 912 hectares preservados pela Companhia MBR (Mineração Brasileira Reunidas). Trata-se de uma  área remanescente da Mata Atlântica, já em transição para o Cerrado. A Mata do Jambreiro abriga nascentes de diversos córregos que ajudam a formar o Rio das Velhas, além de importantes espécimes da fauna e da flora.


Catas Altas, Barão de Cocais e Santa Bárbara

Fincada aos pés da cadeia montanhosa do Caraça, Catas Altas está a 110 km de Belo Horizonte. Conhecida por sua tradicional produção de vinhos, licores e doces de jabuticaba, esse singelo povoado do início do século XVII conserva sua simplicidade reconhecida nos cativantes moradores da região. A igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, tombada pelo poder federal, preserva uma escultura de Aleijadinho, o Cristo Crucificado. Outra construção religiosa relevante é uma pequena capela de Santa Quitéria, que possui o interior barroco em estilo joanino.

Município rico em cachoeiras e com impoenetes paredões, Catas Altas é um cenário perfeito de ecoturismo. Para quem é adepto das caminhadas, a trilha Parque Estrada Real mistura história à paisagem. São quase 6 km de estrada de terra que podem ser percorridos de bicicleta ou a pé, margeando os trilhos da antiga ferrovia Centro Atlântica. Sobreposta à antiga Estrada Real, a trilha era, no século XVIII, o caminho de ligação entre a cidade e Mariana. Quem completa o percurso terá que vencer apenas mais 500 metros para alcançar a cachoeira Santa, com 12 metros de queda e poço raso. Já a trilha do pico de Catas Altas é recomendada a turistas mais bem preparados fisicamente, pois o caminho é de subidas e deve ser percorrido com ajuda de um guia.


Sítio arqueológico

O município de Barão de Cocais foi criado em 1943, sendo o seu nome uma homenagem a José Feliciano Pinto Coelho da Cunha, o Barão de Cocais, um dos comandantes da Revolução Liberal de Minas Gerais. Barão de Cocais também conserva sua origem no ciclo do ouro e preserva o importante sítio arqueológicos de Congo Soco. A localidade, comprada pelos ingleses no século XIX, se transformou em uma vila britânica, com hospital, capela e cemitério particular.

O conjunto das ruínas de Congo Soco é tombado pelo Instituto Estadual de patrimônio Histórico e Artístico desde 1995. Algumas construções históricas que resistiram ao tempo foram a igreja Matriz de São João Batista e as capelas de Nossa Senhora de Santana e a de Nossa Senhora do Rosário.

A 3 km do distrito de Cocais, o sítio arqueológico Pedra Pintada de Cocais é uma atração imperdível, onde algumas pinturas rupestres ainda podem ser apreciadas.

Cercada pela serra do Caraça e pelos picos da Serra do Espinhaço, Santa Bárbara é porta de entrada para o Parque Natural e Santuário do Caraça. É a cidade mais bem preservada e de melhor infra-estrutura da região. A igreja matriz de Santo Antônio demorou décadas para ser construída e isso refletiu na diversidade de sua composição artística, possível de observar na riqueza de seus ornamentos em diferentes estilos de época. Manuel da Costa Athayde é autor das pinturas do forro.


Parque Natural e Santuário do Caraça

Reserva particular com mais de 11 mil hectares de extensão de mata atlântica, cerrado e montanhas que alcançam 2 mil metros de altitude: o Parque Natural do Caraça é considerado um dos principais atrativos turísticos de Catas Altas. O nome Caraça vem do aumentativo de cara,  pois o contorno de um de seus picos lembra o perfil da cara de um gigante deitado. A região tem temperatura amena e a névoa é presença constante, podendo chegar a 100% de umidade entre maio e junho.

O Parque pertence à Província Brasileira da Congregação da Missão e sua sede engloba o Santuário Nossa Senhora Mãe dos Homens, onde está localizada a igreja de Nossa Senhora da Mãe dos Homens, construída entre 1876 e 1833. É a primeira igreja em estilo neogótico do país e lá está a famosa “Santa Ceia”, tela de valor inestimável de autoria do mestre Athayde. Ainda integra o acervo a Pietá e o Sagrado Coração, retratados nos altares laterais, do mesmo autor.
O Santuário do Caraça foi fundado em 1774 pelo lendário Irmão Lourenço e em 1821 deu início às atividades educacionais com a fundação do Colégio Caraça, dirigido pelos padres lazaristas. Em 1968, um incêndio interrompeu a história do colégio. O fogo destruiu as salas de aula, a biblioteca e o teatro. Após diversas restaurações, parte do colégio funciona, hoje, como hospedaria. O Santuário recebe, todas as noites, a visita de uma família de lobos-guará à procura de alimento.

Bem sinalizado, o parque oferece boa estrutura ao turismo, com áreas destinadas a piqueniques e churrascos, além de monitores para acompanhamento dos passeios por suas trilhas e exuberantes cachoeiras. Há também cavernas como a do Centenário, a mais profunda (485 metros) e mais extensa (4 700 metros) cavidade natural em quartzito do mundo.


Serra do Cipó

Desce serpenteando a serra um rio dá nome à região. O rio Cipó, dono de águas límpidas, atrai muitos turistas para banhos em suas piscinas naturais e para a prática de rafting e canoagem. O Parque Nacional da Serra do Cipó foi criado em 1984 para proteger a flora da Serra do Espinhaço. A região possui não só uma rica e exuberante flora como é uma das áreas de maior biodiversidade do planeta. Sua vegetação é diversa, dominada pelo cerrado, matas de galeria, campos rupestres e matas ciliares. Mais de 1600 espécies de flores são encontradas na região, como as típicas quaresmeiras, copaíbas, bromélias, orquídeas e sempre-vivas, algumas ameaçadas de extinção.

O lobo-guará, cachorro-do-mato, tamanduá-bandeira, veado-campeiro, onça-parda, gato-maracajá e várias outras espécies de pássaros endêmicos constituem a fauna do parque, muitos deles também estão ameaçados de extinção.

Conhecer toda a extensão da reserva é um objetivo um tanto quanto ambicioso, mas em apenas um dia é possível desfrutar de várias cachoeiras, principalmente se o transporte for a bicicleta ou o cavalo, disponíveis para o aluguel. As trilhas do parque são mapeadas e folhetos explicativos são distribuídos na sede do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis), ponto de partida para muitos passeios. Alguns deles devem ser feitos com o acompanhamento de guias, devido a precária sinalização.

Dentre as cachoeiras mais famosas estão o Véu da Noiva e a Cachoeira Grande que, por serem maravilhosas e as mais acessíveis, são bastante procuradas.

A Trilha dos Escravos foi construída no século XVIII para ajudar no transporte das riquezas minerais encontradas na Serra do Espinhaço durante os ciclos do ouro e  do diamante. São 600 metros de subida íngreme, formada por pedras, com 4 metros de largura, e cercada, em toda a sua extensão, pela vegetação de cerrado. Hoje, o caminho leva ao topo do Véu da Noiva, em sua nascente também conhecida como Mãe-D'Água.

Depois de um dia inteiro de caminhada, repor as energias para o dia seguinte só depende de decidir o que comer e onde. Podem ser saboreados na região desde refeições populares (arroz, feijão, batata frita, carne, couve, legumes e salada à culinária mais sofisticada.

As opção para hospedagem é variada e acolhe todos os gostos, de pousadas mais simples às mais sofisticadas.



Foto Henry Yu


Antiga capital mineira, Ouro Preto é Patrimônio Artístico e Cultural da Humanidade. (Foto Eduardo Trópia)

Aleijadinho é o gênio da arte barroca brasileira. (Foto Henry Yu)


Estrada Real mistura história à paisagem: Rica cachoeiras e imponentes paredões, cenário perfeito de ecoturismo. (Foto Fernando Piancastelli)

Irresistível oportunidade para os turistas descobrirem belezas naturais ao longo das antigas rotas: mata atlântica, cerrado e montanhas que alcançam 2 mil metros de altitude. (Foto Henry Yu)


Cenário de uma cozinha tipicamente mineira. (Foto Fernando Piancastelli)

Paisagem que releva toda a exuberância da Estrada Real. (Foto Fernando Piancastell)


Desce serpenteando a serra um rio que dá nome à região. O rio Cipó, dono de águas límpidas, atrai muitos turistas para a banhos em suas piscinas naturais. (Foto Henry Yu)